Toto Wolff comentou qual foi a linha do tempo sobre a decisão de assinar com Kimi Antonelli para o Programa de Pilotos da Mercedes da Fórmula 1 e qual foi o papel fundamental de Marco, o pai do piloto.
Na temporada 2026, seu segundo ano no grid, o jovem de apenas 19 anos é o líder do campeonato com uma vantagem de 25 pontos em cima do companheiro George Russell – de nove etapas, venceu cinco até o momento. Com a rápida ascensão do prodígio, o chefe austríaco relembrou quando decidiu trazê-lo para a família Mercedes.
“Sabíamos que ele precisava de um ano para se adaptar e evoluir, pois a Fórmula 1 é um mundo completamente diferente das categorias de base”, falou ao La Gazzetta dello Sport”. “Ele teve de se adaptar ao carro e aprender a conciliar os compromissos com patrocinadores e a mídia.”

“O objetivo sempre foi evoluir na segunda temporada, e foi exatamente isso que ele fez, pilotando em um nível altíssimo e conquistando resultados extraordinários. Neste momento, ele está superando nossas expectativas mais otimistas, mas não pode se acomodar. Todos o estão elogiando, mas sempre peço a ele que mantenha o equilíbrio. Não podemos compará-lo a Ayrton Senna, que conquistou três títulos e é um dos pilotos mais icônicos de todos os tempos. Kimi venceu cinco corridas; portanto, vamos deixá-lo evoluir”, continuou.
Questionado quando foi a primeira vez que viu que Antonelli tinha potencial de se tornar um piloto da Mercedes, o dirigente revelou que já o monitoravam desde cedo. “Aos nove ou dez anos, ele já havia alcançado o sucesso e conquistado campeonatos no kart”, contou.
“Começamos a acompanhá-lo naquela época e, em 2019, ele ingressou na Mercedes Junior Team. O sucesso dele, no entanto, também se deve à sua família. Seu pai é ex-piloto e proprietário das equipes AKM e Antonelli Motorsport, por isso pôde lhe oferecer excelentes conselhos”, concluiu.
