O excelente início de temporada de Kimi Antonelli na Fórmula 1 em 2026, tem gerado muitos elogios, mas Toto Wolff faz questão de colocar um freio na empolgação. O chefe da Mercedes afirmou que o jovem italiano ainda não deve ser comparado a Ayrton Senna ou a outras lendas da categoria, apesar dos resultados expressivos conquistados este ano.
Após nove etapas disputadas, Antonelli soma cinco vitórias e também venceu a corrida Sprint do GP da Inglaterra, liderando o campeonato de pilotos. A vantagem, que chegou a 66 pontos depois do GP de Mônaco, caiu para 25 após problemas mecânicos comprometerem seus resultados nas provas seguintes.
O italiano abandonou uma posição de segundo lugar no GP de Barcelona, por causa de uma falha no carro e também perdeu uma provável vitória em Silverstone. Na reta final da corrida britânica, quando perseguia Charles Leclerc pela liderança, um problema no protetor da roda encerrou suas chances de triunfo.
Wolff lembrou que a evolução de Antonelli já fazia parte do planejamento da equipe desde sua estreia no ano passado. Segundo o dirigente, o primeiro ano foi dedicado ao processo de adaptação à Fórmula 1, incluindo não apenas o desempenho na pista, mas também as novas responsabilidades fora dela.

“Sabíamos que ele precisaria de um ano para se adaptar e evoluir, porque a Fórmula 1 é um mundo completamente diferente das categorias de base. Ele precisava aprender a lidar com a categoria e também com os compromissos com patrocinadores e a imprensa”, afirmou o chefe da Mercedes.
Para Wolff, o objetivo sempre foi ver Antonelli dar um salto de desempenho em sua segunda temporada, algo que, segundo ele, aconteceu além das expectativas: “O plano sempre foi evoluir no segundo ano, e ele fez isso, pilotando em um nível muito alto e conquistando resultados extraordinários. Neste momento, ele está superando até nossas expectativas mais otimistas, mas não pode se acomodar”, acrescentou.
Mesmo diante da fase excepcional do jovem piloto, Wolff reforçou que é preciso evitar comparações precipitadas: “Todos estão exaltando Kimi. Eu sempre peço equilíbrio. Não podemos compará-lo a Ayrton Senna, que conquistou três títulos e é um dos pilotos mais icônicos da história. Kimi venceu cinco corridas, deixem que ele continue crescendo”, encerrou o chefe da Mercedes.
