Toto Wolff reagiu duramente às acusações de que a Mercedes estaria favorecendo Kimi Antonelli na disputa pelo título na Fórmula 1 em 2026. O chefe da equipe chamou de ‘lunáticos’ aqueles que questionam a imparcialidade do time em relação ao italiano e a George Russell.
A discussão ganhou força porque Antonelli abriu uma vantagem de 102 pontos sobre Russell no campeonato de pilotos. Wolff, porém, rejeitou a ideia de que a Mercedes esteja direcionando seus recursos para beneficiar um dos dois, e afirmou que manter um tratamento equilibrado entre os pilotos é um princípio importante de sua gestão.
Em entrevista à imprensa, Wolff explicou que sua postura foi influenciada por uma conversa com o ex-piloto de F1, Alain Prost, ainda no início de sua trajetória na categoria. Na ocasião, Wolff perguntou ao tetracampeão, por que a relação entre ele e Ayrton Senna havia se deteriorado na McLaren.
Segundo o dirigente, Prost explicou que a falta de clareza dentro da equipe alimentava o conflito: “Você sentia que era o favorito do momento, e dois meses depois, achava que a política interna estava contra você. Havia situações em que você tinha a sensação de que realmente não era desejado”, relatou Wolff ao recordar a resposta do francês.

O chefe da Mercedes afirmou que levou essa experiência como referência para administrar seus próprios pilotos. Ele também reconheceu que manter o equilíbrio não foi simples durante a rivalidade entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg, companheiros de equipe na Mercedes entre 2013 e 2016: “A integridade nesse aspecto é importante para mim, e os pilotos sabem disso”, acrescentou.
Ao falar sobre a dupla atual, o dirigente ressaltou sua ligação com os dois. Antonelli faz parte do programa da Mercedes desde os onze anos, enquanto Russell está ligado à estrutura desde os dezessete. Wolff disse ter orgulho do crescimento do italiano, mas também destacou a proximidade pessoal com o britânico, com quem compartilha momentos fora das pistas.
“É bastante irritante ter alguns lunáticos que realmente não entendem como os relacionamentos funcionam, fazendo esse tipo de acusação”, concluiu Wolff, dizendo ainda que não dá atenção às críticas, reafirmando que a relação próxima com Russell não significa favorecimento, assim como a trajetória de Antonelli na equipe não representa tratamento preferencial.
