Toto Wolff revelou que já avalia dois ou três possíveis substitutos para suas funções de liderança na Mercedes. O chefe da equipe também admitiu que dificilmente conseguirá se afastar completamente da estrutura, já que continua sendo um dos proprietários da equipe.
À frente da Mercedes desde 2013, o austríaco considera uma mudança gradual no comando, sem concentrar todas as suas responsabilidades em uma única pessoa. Em entrevista ao podcast Cheeky Pints, ele explicou que o objetivo é preparar uma estrutura capaz de manter a equipe competitiva mesmo sem sua presença na gestão diária.
“Para mim, é importante fazer o que é melhor para a família e para a equipe. Isso significa analisar como será a estrutura daqui para a frente, de modo que essa equipe consiga funcionar sem mim”, afirmou Wolff.
O dirigente acrescentou que suas atribuições, provavelmente serão distribuídas entre profissionais que já atuam na Mercedes. Segundo ele, os nomes considerados apresentam competências diferentes e já demonstram capacidade em suas respectivas áreas: “Acredito que meu trabalho será dividido entre duas ou três pessoas que estou avaliando neste momento”, disse ele, ressaltando que a organização pode mudar, mas continuará sendo uma equipe bem-sucedida.
Wolff não revelou quem está sendo considerado para assumir as responsabilidades. Bradley Lord, que ocupava anteriormente o cargo de chefe de comunicação, se tornou vice-chefe da equipe em 2026 e já substituiu Wolff em compromissos presenciais quando o austríaco teve que se ausentar.

A participação acionária, porém, torna uma saída definitiva mais complicada. Após vender uma fatia de 230 milhões de libras para George Kurtz, CEO da CrowdStrike, em 2025, Wolff mantém 28% da equipe Mercedes na Fórmula 1.
O austríaco considera a possibilidade de assumir uma função de presidente do conselho, com atuação mais distante das operações cotidianas. Ele ponderou, no entanto, que esse modelo exigiria limites claros: “Você não pode ficar à margem e interferir nos negócios do dia a dia”, concluiu.
Wolff também afirmou que qualquer pessoa responsável pela gestão, precisa demonstrar sua capacidade por meio de resultados e contribuição efetiva. Para ele, a transição só fará sentido se preservar a qualidade da liderança e o futuro da equipe.
