A Mercedes voltou a enfrentar problemas de confiabilidade na temporada 2026 da Fórmula 1, e o abandono de Kimi Antonelli no GP de Barcelona, acendeu um novo alerta dentro da equipe. O chefe do time, Toto Wolff, admitiu preocupação com a sequência de falhas mecânicas justamente em um momento decisivo da disputa pelo campeonato.
O piloto italiano estava em posição de conquistar um resultado importante na Espanha. Após superar o companheiro de equipe George Russell, Antonelli ocupava a segunda posição quando seu carro sofreu uma pane elétrica e parou na pista, encerrando sua corrida de forma prematura.
Esse abandono aconteceu depois da entrada do Virtual Safety Car, provocado pela parada de Fernando Alonso. Enquanto Lewis Hamilton abriu vantagem na liderança, a Mercedes ainda tinha a chance de terminar a prova com dois carros nas posições do pódio, cenário que desapareceu com o problema enfrentado por Antonelli.
A falha custou pontos valiosos ao líder do campeonato. O jovem piloto deixou de somar uma pontuação significativa na luta pelo título, embora continue na liderança, com 41 pontos de vantagem sobre Hamilton e 50 sobre Russell, que terminou a corrida na segunda posição.
O problema em Barcelona não foi um caso isolado para a Mercedes. No GP do Canadá, Russell também sofreu uma falha mecânica enquanto disputava a vitória. Além disso, equipes clientes da fabricante alemã também registraram problemas relacionados à unidade de potência ao longo da temporada.

Após a corrida, Wolff deixou clara sua insatisfação com a situação: “Estou decepcionado. Não podemos ter abandonos de forma regular ou contínua, perdendo 25 pontos no campeonato de construtores em Montreal e outros 25 ou 18 pontos hoje. Para terminar em primeiro, primeiro você precisa terminar a corrida. Confiabilidade é aquilo que precisamos resolver e essa é a prioridade número um”, afirmou.
O dirigente também reconheceu que a disputa pelo campeonato segue completamente aberta, e destacou que cada abandono pode alterar o cenário da temporada: “Ainda estamos muito no início do campeonato. A diferença é de 41 pontos. Você vê um abandono e perde 25 pontos. Está tudo em aberto. Por isso não podemos nos dar ao luxo de não terminar corridas. Precisamos continuar evoluindo o carro e a unidade de potência, evitar erros, ser inteligentes na estratégia e manter o foco”, acrescentou.
Além de abordar os problemas da Mercedes, Wolff elogiou a vitória de Hamilton com a Ferrari em Barcelona e admitiu que prefere não enfrentar o ex-piloto de sua equipe na disputa pelo título: “Eu sei do que Lewis é capaz. Se ele sentir o cheiro de sangue, ele vai para cima. Vi isso durante muitos anos e é muito difícil pará-lo. Estou feliz por ele e também por Fred Vasseur. A pressão de comandar a Ferrari é enorme, por isso fico satisfeito com esse resultado”, concluiu o chefe da Mercedes.
