Toto Wolff tocou no assunto sobre ordens de equipe na Mercedes após os duelos entre George Russell e Kimi Antonelli no GP do Canadá da Fórmula 1 e em qual circunstância iria impor a regra.
Tanto na corrida Sprint quanto no GP do domingo, 24, a dupla da equipe alemã batalhou fortemente na pista. Inclusive, i jovem italiano não ficou feliz com os lances do britânico e chegou a se queixar bastante no rádio, levando uma chamada do chefão austríaco.
No final, Russell abandonou no domingo e Kimi venceu, aumentando sua liderança para 43 pontos. Refletindo sobre a batalha dos competidores, Wolff explicou como a Mercedes não impõe ordens de equipe a menos que o resultado fosse comprometido. “É sempre fácil dizer no final: ‘Bem, isso foi ótimo para a equipe e para o esporte, e como todos nós gostamos da disputa, não é mesmo?'”.

“E isso é verdade até certo ponto, mas há outro lado que precisamos analisar: a situação ficou tensa em alguns momentos e, com Kimi recuando e travando os pneus, poderia ter terminado em um duplo abandono. Não por pilotagem agressiva demais, simplesmente por causa de um erro. Portanto, é importante analisar e discutir com os pilotos se eles acharam que a disputa foi acirrada e, se for o caso, como evitar essas situações muito difíceis ou situações que consideramos muito apertadas”, falou.
“É fácil aceitar que eles estejam disputando até certo ponto, mas nem sempre será o caso de sermos meio segundo mais rápidos que todos atrás, então tínhamos a vantagem, tínhamos a margem. Por mais que pareçamos atletas hoje, permitindo isso, pode haver uma situação em que talvez devamos diminuir o ritmo”, seguiu.
“Como equipe, por mais desconfortável que seja a situação às vezes, temos que aceitar que essa é a luta para a qual eles treinaram, mas da mesma forma, se houvesse uma situação em que acreditássemos que os pontos da equipe estão em risco de serem perdidos, ou se estivéssemos perdendo muito tempo para nossos concorrentes atrás, não hesitaríamos um milímetro em acionar o freio de mão”, encerrou.
