A Mercedes segue preocupada com os problemas de confiabilidade, mas Toto Wolff deixou claro que considera esse cenário mais aceitável do que ter um carro incapaz de disputar vitórias na Fórmula 1. O dirigente afirmou que a prioridade agora, é eliminar as falhas mecânicas sem comprometer o nível de desempenho alcançado pela equipe.
Essa declaração veio após o GP da Inglaterra, quando Kimi Antonelli viu escapar a chance de lutar pela vitória contra Charles Leclerc. Com pneus mais novos, o italiano estava em posição de pressionar o concorrente, mas um problema no carro o impediu de terminar a corrida na zona de pontuação.
Wolff explicou que a origem da falha ainda está sendo investigada. Segundo o chefe da Mercedes, os primeiros indícios apontam para um problema envolvendo o duto de freio, a proteção da roda e outro componente da região, que acabaram travando o funcionamento do sistema.
“Parece que foi o duto de freio, a proteção e o escudo da roda. Alguma coisa ficou presa ali, e por isso, não era possível virar. Eu vi o carro, mas ainda não está claro o que realmente aconteceu. Precisamos levar o carro inteiro de volta para a fábrica, desmontá-lo completamente e entender onde aconteceu, como aconteceu e por que isso gerou consequências tão graves, talvez impedindo que o carro pudesse virar”, afirmou.

O austríaco reconheceu que a confiabilidade tem sido um dos principais obstáculos enfrentados pela Mercedes ao longo da temporada. Segundo ele, a equipe perdeu resultados importantes por causa desses problemas, mesmo contando com um carro competitivo e pilotos em bom nível.
“De forma geral, tivemos abandonos demais. Perdemos dois segundos lugares e agora também uma vitória. Além do excelente carro que temos e das ótimas pilotagens, esse é o principal problema”, acrescentou.
Apesar da frustração com as falhas mecânicas, o dirigente reforçou que prefere trabalhar para aumentar a confiabilidade do atual pacote técnico do que reduzir a performance do carro: “Somos uma organização focada em desempenho, tanto do lado do chassi quanto da unidade de potência, e queremos extrair tudo o que for possível. Mas prefiro reduzir um pouco esse limite, corrigir esses problemas de confiabilidade, do que ficar atrás em desempenho. Até agora vencemos sete das nove corridas, e prefiro isso a ter um carro lento e pouco confiável”, finalizou o chefe da Mercedes.
