F1: Wolff admite avanço da McLaren e alerta Mercedes

Toto Wolff reconheceu que a Mercedes não conseguiu responder ao ritmo crescente da McLaren no GP da Holanda de Fórmula 1. Segundo o chefe da equipe, a rival ficou cada vez mais forte ao longo da corrida, até abrir uma vantagem clara.

Kimi Antonelli tentou sustentar a posição depois de ganhar terreno na curva 1 na segunda relargada, mas Lando Norris acabou encontrando ritmo suficiente para superar o italiano e se distanciar. O britânico cruzou a linha de chegada com mais de dez segundos de vantagem, reforçando a reação da McLaren após um início de temporada dominado pela Mercedes.

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“É preciso reconhecer que eles foram realmente rápidos. Acho que tivemos um pouco de vantagem sobre eles com os pneus Médios no começo”, afirmou Wolff. “Mas, a partir daí, literalmente o tempo de volta começou a escapar de nós. Eles ficaram cada vez mais fortes. Precisamos entender por que isso não aconteceu do nosso lado e tentar fazer melhor.”

Wolff também relacionou a diferença ao ritmo de desenvolvimento ao longo da temporada. Ele explicou que a Mercedes não possui liberdade financeira para responder imediatamente a cada atualização introduzida por McLaren e Ferrari. “O orçamento disponível foi distribuído ao longo do ano”, indicou o dirigente, destacando que a equipe prioriza os momentos em que acredita conseguir o maior ganho de desempenho e impacto no campeonato.

Lando Norris (GBR) McLaren F1 Team MCL40.
Foto: XPB Images

Essa estratégia pode cobrar um preço no curto prazo. Segundo Wolff, uma atualização importante pode representar vários décimos de segundo, o que torna visível a perda de terreno quando uma equipe fica atrás no ciclo de desenvolvimento.

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Ainda assim, o chefe da Mercedes acredita que o cenário pode mudar mais adiante. McLaren e Ferrari adotaram uma abordagem mais agressiva na primeira e na parte intermediária da temporada, enquanto a Mercedes tentou distribuir seus recursos de maneira mais equilibrada. A consequência, na visão de Wolff, é que os rivais podem ter menos margem para evoluir nas etapas finais do campeonato.