A Williams conseguiu colocar seu carro no Q3 pela primeira vez na temporada 2026 da Fórmula 1 nesta sexta-feira (25). Em Baku, Carlos Sainz terminou a classificação na nona posição e garantiu uma vaga entre os dez primeiros pela primeira vez na temporada. Alex Albon também avançou ao Q2, mas acabou eliminado em P13.
James Vowles destacou o trabalho feito pela equipe para transformar o carro depois das dificuldades enfrentadas no início do ano. O chefe da Williams, porém, reconheceu que algumas limitações ainda devem aparecer em outros circuitos:

“Estou muito satisfeito. Foi um trabalho incansável da fábrica. Não acertamos tudo no início do ano e pagamos as consequências disso. Mas em vez de enfiar a cabeça na areia, cavamos fundo e inventamos uma maneira de fazer algo, o que foi uma empreitada enorme. É bom ver que a recompensa é um carro capaz de arranhar o top ten. Temos que reconhecer que é uma pista, e há algumas fraquezas no carro que serão expostas em outras pistas, mas é uma sensação ótima ver que o trabalho duro valeu a pena. Não será suficiente, mas é um passo na direção certa e demonstra que somos capazes de desenvolver o carro. Olhando para amanhã, se não houver safety cars e nem erros, seria uma parada. Mas é Baku, então há uma grande chance de que isso não aconteça. Vamos ver o que conseguimos amanhã.”
Sainz também deixou Baku satisfeito com o resultado e agradeceu aos profissionais da fábrica pelo trabalho no novo chassi e nas atualizações: “Q3 pela primeira vez este ano me deixa muito feliz, então obrigado a todos na fábrica por seus esforços para nos trazer o novo chassi e estas atualizações. Cada volta ao longo das sessões pareceu boa e maximizamos tudo o que pudemos na classificação para alcançar esse resultado de P9. É um claro passo à frente na direção certa, mas o fim de semana ainda não acabou. Amanhã, mesmo que seja difícil, farei tudo o que puder para me manter no Top 10 e trazer para casa o melhor resultado possível!”
Para Albon, o resultado acabou ficando abaixo do que o desempenho do carro nas curvas indicava. O piloto afirmou que a atualização entregou o comportamento esperado e deu à Williams uma base para trabalhar nas próximas evoluções, mas apontou a perda de velocidade nas retas como um dos problemas da classificação:
“A atualização está se comportando como esperávamos e o positivo agora é que temos os alicerces. Agora não estamos mais falando de tirar peso e podemos focar em atualizações aerodinâmicas, podemos levar isso adiante para o próximo ano. Atingimos nossas metas com este programa de atualizações, o que, por si só, é uma coisa importante de se fazer. E agora esperamos ter um carro que possa desafiar o pelotão intermediário em pistas que nos favorecem. Honestamente, o resultado da classificação de hoje é frustrante, principalmente porque estávamos lentos nas retas e não sei por quê. As curvas foram bastante boas – dignas de Q3 – e Carlos mostrou isso, então há alguns pontos positivos. Infelizmente, vai ser um pouco difícil entrar nos pontos a partir do P13 amanhã, mas vamos tentar”, finalizou.
