O ex-piloto de Fórmula 1, Mark Webber, criticou as alegações de alguns pilotos da categoria, que afirmaram ter se sacrificado para estar no esporte, descrevendo isso como besteira.
Entrar na F1 pode ser muito exigente não apenas do ponto de vista financeiro, mas também em relação ao tempo, com os jovens pilotos dedicando centenas de horas de prática por ano desde pouca idade.
Depois, há a questão de voltar para casa com frequência, com a Europa ainda operando como base para toda a F1. Pilotos como Daniel Ricciardo e Oscar Piastri vieram da Austrália e Webber também é australiano, mas ele disse que esse tipo de coisa não deve parecer um fardo.
O nove vezes vencedor de GP na F1, descreveu qualquer reclamação de sacrifício como um ‘monte de besteira’.
“Não vamos fazer rodeios, você recebe uma bela quantia em dinheiro para fazer um trabalho muito fenomenal”, disse ele ao podcast Performance Hackers. “E isso não é um fardo.”
“Eu nunca falei sobre sacrifícios. As pessoas falando sobre sacrifícios e sobre ‘desistir de muitas coisas’, acho isso um monte de besteira”, disse Webber.
Parece que o ex-piloto da Minardi, Jaguar, Williams e Red Bull, nunca se intimidou com a pressão de seu trabalho, mesmo quando tinha um contrato de apenas um ano.
“É tudo bom para mim em termos de se expor e trabalhar com as melhores pessoas e tirar o melhor de si mesmo. Mesmo nos últimos três anos da minha carreira, eu estava com contrato de apenas um ano, porque estava prestes a ser substituído”, disse ele.
“Isso acendeu um fogo em mim para continuar a entregar resultados, e dizer: ‘Bem, vou ter o contrato renovado se agregar valor a esta operação, trazer valor para mim e para as pessoas ao meu redor, minha equipe e eu’. Tenho orgulho de como fiz isso”, acrescentou.
Houve até um momento mais tenso, em que Webber não tinha nem um ano de contrato, revelando que seu primeiro acordo na F1, com a Minardi, foi de apenas duas corridas, como substituto de Fernando Alonso em 2002.
“Meu primeiro contrato na F1 foi para duas corridas, acredita? Foram três semanas. Tão brutal, mas eu não tinha cartas na mesa. Foi assim. Então o que vou fazer, reclamar ou ir em frente?”, finalizou o australiano.
Alguns pilotos realmente têm um pouco mais de dificuldades ao longo da carreira, mas a opinião de Webber, parece ser mais voltada aos pilotos já estabelecidos e que reclamam das viagens constantes, compromissos com a mídia, entre outras coisas, mas que fazem parte das atividades de um piloto profissional, principalmente na Fórmula 1.
