O chefe da Williams, James Vowles, demonstrou confiança na permanência de Carlos Sainz na equipe, mas reconheceu que o espanhol tem capacidade para buscar outras opções dentro da Fórmula 1.
A passagem de Sainz pela equipe de Grove começou de forma positiva, com dois pódios e um resultado entre os três primeiros em uma Sprint. Ao lado de Alexander Albon, o piloto ajudou a Williams a conquistar o quinto lugar no Campeonato de Construtores com o FW47, melhor resultado da equipe em muitas temporadas.

Porém, a evolução esperada foi interrompida com o FW48. O carro foi considerado acima do peso antes dos testes de pré-temporada e, com problemas na unidade de potência fornecida pela Mercedes, a equipe passou a enfrentar dificuldades para pontuar. Até o GP da Bélgica, 10ª etapa da temporada, a Williams somava apenas 11 pontos. Diante do cenário, o site Motorsport Week informou que Sainz mantém suas opções abertas e considera a Audi como uma alternativa.
Antes da etapa da Inglaterra, Vowles afirmou que ele e Sainz estão alinhados sobre o futuro e destacou o desejo do piloto de fazer parte da evolução da equipe: “Ele e eu conversamos, não diariamente, mas provavelmente a cada dois dias, e acho que não estou errado ao dizer que ele se manifestou e afirmou: ‘É aqui que ele quer estar, é aqui que ele quer que sua carreira esteja’. Ele está frustrado com a situação em que estamos hoje? Sim. Sendo sincero, eu também estou frustrado, ao mesmo tempo.”
Apesar das dificuldades, Vowles acredita que Sainz quer deixar sua marca no projeto da equipe. “Ele tem capacidade para ir, não necessariamente para qualquer lugar no grid, mas para várias outras equipes. Ele quer que isso seja dele, porque quer colocar seu DNA nisso, da mesma forma que eu também quero, e tornar isso algo seu.”
O chefe da Williams reforçou que o objetivo é provar ao espanhol que a equipe pode recuperar desempenho e voltar a crescer. “O que ele está buscando é: ‘Vocês têm capacidade de colocar isso na perspectiva certa, reverter a situação e agregar desempenho no ritmo adequado?’”, afirmou. “É isso que temos que demonstrar a ele. Estou confiante de que seremos capazes de fazer isso.”
