A Williams reconheceu que o ritmo de desenvolvimento do seu carro em 2026 está abaixo do necessário para alcançar seus objetivos na Fórmula 1. Após um GP da Inglaterra difícil, a equipe iniciou uma análise interna para revisar todo o programa de atualizações antes da próxima etapa, na Bélgica.
O chefe da equipe, James Vowles, afirmou que as novidades levadas para Silverstone não entregaram o ganho de desempenho esperado. Segundo ele, a principal preocupação não é apenas a eficiência das peças introduzidas, mas a velocidade com que a equipe consegue adicionar performance ao carro ao longo da temporada.
“Eu diria que, neste momento, está claro que nossa taxa de entrega de desempenho ao carro, e isso é um pouco mais complexo do que parece, não está no nível necessário para que possamos avançar no grid”, afirmou Vowles no episódio mais recente do The Vowles Verdict.
Como resposta, a Williams iniciou uma revisão completa das atualizações utilizadas desde o início do campeonato. O trabalho será realizado entre o GP da Inglaterra e o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, e servirá para orientar as decisões sobre os próximos pacotes de desenvolvimento, incluindo as etapas de Spa, Budapeste, o restante da temporada e até mesmo o projeto de 2027. “O primeiro passo é entender completamente não apenas o que fizemos em Silverstone, mas tudo o que fizemos durante a temporada. Cada atualização traz evidências do que funcionou e do que não funcionou”, explicou.

Apesar das dificuldades, Vowles destacou que a cultura interna da equipe é um ponto positivo. “O que me deixa satisfeito é que temos uma cultura muito forte de abertura, aprendizado e rapidez para reagir. Para mim, isso é o que define uma equipe”, concluiu. Após nove etapas da temporada 2026, a Williams ocupa a oitava posição no campeonato de construtores, com 11 pontos.
