Max Verstappen pode encontrar na chuva uma oportunidade para buscar sua primeira vitória na temporada 2026 da Fórmula 1. Com 85% de chance de chuva durante os três dias de atividade em Zandvoort, o piloto da Red Bull Racing terá pela frente uma condição que conhece desde muito cedo.
Após onze etapas realizadas, Verstappen conseguiu alguns pódios, mas a vitória ainda não aconteceu este ano. O próximo compromisso será o GP da Holanda, sua corrida em casa, em um fim de semana com formato Sprint, e a previsão de pista molhada pode favorecer um piloto que construiu boa parte de sua experiência justamente nessas condições.
O holandês lembrou que começou a treinar na chuva com seu pai, Jos Verstappen, aos quatro anos e meio: “Nós pilotávamos muito na chuva de qualquer maneira. Ele me mostrava as linhas”, afirmou Max, que também contou ter competido de Kart em pistas molhadas sem pneus específicos para chuva.
Os exercícios com Jos, ex-piloto de F1, chegaram a envolver situações bastante arriscadas. Verstappen revelou que o pai ficava em determinado ponto da pista para orientá-lo, mas precisou sair do caminho em uma ocasião porque Max entrou rápido demais na curva: “Mas é assim que você aprende. Você precisa sair da pista. Precisa entender onde está a aderência ou onde ela não está”, afirmou seu pai na época.

Para Verstappen, o aprendizado foi construído ao longo de vários anos e teve evolução especialmente rápida durante a infância: “Você constantemente aprende algo novo, e especialmente nessa idade você dá passos maiores”, continuou. O tetracampeão destacou que, dos cinco aos doze anos, e talvez até os catorze, é possível evoluir significativamente na chuva e aprender a administrar diferentes níveis de aderência.
O histórico ajuda a explicar por que Verstappen considera a pista molhada uma condição particularmente favorável. Em 2024, no GP de São Paulo no Brasil, ele protagonizou uma de suas maiores atuações na Fórmula 1 ao vencer depois de largar em 17º, reforçando sua reputação em corridas disputadas sob chuva.
