Max Verstappen revelou quais mudanças faria na Fórmula 1, para tornar a categoria mais próxima do que considera uma experiência ideal de pilotagem. O tetracampeão voltou a criticar os atuais carros e colocou o motor no centro de sua proposta.
O principal alvo do holandês é o regulamento de unidades de potência adotado em 2026. Para Verstappen, a divisão atual entre combustão e energia elétrica prejudica a pilotagem, especialmente nas curvas de alta velocidade, e também diminui as diferenças entre os pilotos durante as sessões de classificação.
“Agora, tudo se resume a tentar acelerar o mais tarde possível ou chegar ao acelerador totalmente aberto o mais tarde possível. Isso simplesmente não é orientado para a corrida”, afirmou Verstappen no podcast P1 with Matt and Tommy. Segundo ele, esse comportamento faz com que muitos pilotos adotem formas muito semelhantes de pilotar, reduzindo as diferenças.
O piloto da Red Bull Racing também defendeu finais de semana mais curtos. Sua proposta seria concentrar as atividades a partir de sábado, com TL1, sessão de classificação e corrida no domingo, embora tenha reconhecido que a categoria precisa tornar sexta-feira, sábado e domingo comercialmente atrativos. Verstappen também considera que três sessões de treinos livres podem ser excessivas e sugeriu eliminar pelo menos uma delas.

Verstappen também questionou o formato Sprint. Para ele, o resultado da prova curta pode revelar antecipadamente o desempenho dos carros e permitir que pilotos corrijam problemas de pneus antes do GP principal, reduzindo o elemento de incerteza: “Eu sempre prefiro que não tenhamos isso, porque então você chega ao GP principal, e se um piloto estiver com dificuldades com um pneu ou não souber administrá-lo, a corrida dele acabou”, acrescentou.
Quando precisou escolher apenas uma mudança, Verstappen foi direto: “Agora, mudaria o motor para um V8”. Ele destacou que um V8 seria mais leve, divertido e agradável de pilotar. Para as ultrapassagens, defendeu ainda uma pequena bateria capaz de fornecer um ganho de potência para ataques no fim das retas, substituindo sistemas que considera artificiais, como o DRS e o atual conceito de aerodinâmica ativa.
