Max Verstappen voltou a colocar em dúvida a avaliação da FIA sobre as atuais unidades de potência da Fórmula 1. Mesmo após uma nova análise do ADUO, o piloto da Red Bull Racing afirmou que a equipe não identifica nos dados o mesmo cenário apontado pela entidade.
A segunda avaliação do programa manteve a Red Bull Powetrains-Ford como referência entre os fabricantes, repetindo o resultado obtido após as seis primeiras corridas. A decisão, porém, continua contrariando a percepção interna do time de Milton Keynes, que já havia solicitado uma revisão anteriormente.
Na primeira oportunidade, a Red Bull defendia que a Mercedes deveria aparecer no topo da análise, especialmente pelo desempenho apresentado pela fabricante de Brixworth. A FIA refez as medições após o pedido da equipe, mas não encontrou motivos para alterar o resultado.
A metodologia adotada pela entidade, considera especificamente o comportamento do motor a combustão interna. Isso ocorre em um regulamento no qual, desde 2026, as unidades de potência passaram a dividir aproximadamente metade de seu funcionamento entre combustão e componentes elétricos.

Depois da pausa de agosto, a Red Bull voltou a ocupar a posição de referência no levantamento, em parte porque a Mercedes não havia utilizado a primeira janela do ADUO. Ainda assim, Verstappen e a direção da equipe continuam discordando da conclusão apresentada pela FIA.
Durante o dia de imprensa em Madri, nesta quinta-feira (10), o holandês foi questionado novamente sobre o assunto e manteve a mesma posição: “Estamos surpresos como equipe, pois não estamos vendo os mesmos números”, afirmou Verstappen, acrescentando que as conversas com a FIA continuam.
O tetracampeão também fez uma ressalva sobre o comportamento da Red Bull em determinados circuitos: “Acho que em pistas ineficientes não seremos particularmente bons em termos de energia, então não espero milagres”, finalizou Verstappen.
