Max Verstappen afirmou que já aceitou mentalmente que o GP da Itália deste fim de semana será “realmente doloroso” ao volante dos carros da Fórmula 1 de 2026. O principal motivo é a dificuldade de administrar a energia da bateria em Monza, circuito de alta velocidade e grande demanda energética.
O holandês tem sido um dos críticos mais frequentes do novo regulamento, que divide em 50% a contribuição do motor a combustão e da parte elétrica. Monza já era apontada como um dos maiores testes para esse conceito, e Verstappen voltou a demonstrar preocupação na quinta-feira.
“Realmente doloroso, é muito ineficiente em termos de energia, mas também não quero ser negativo demais sobre tudo”, afirmou. “É o que é, eu aceitei mentalmente. Você só precisa se preparar para um fim de semana um pouco diferente. Não dá para andar no limite o tempo todo, é preciso ser gentil com o acelerador.”
Verstappen reconheceu que a FIA e a própria Fórmula 1 vêm fazendo ajustes para tentar melhorar o comportamento dos carros, mas deixou claro que considera a situação ainda distante do ideal. “Mudanças estão sendo feitas em muitas pistas para tentar melhorar, mas melhorar não significa que esteja resolvido. Está longe de estar resolvido.”

Sobre a competitividade da Red Bull, o tetracampeão também reduziu as expectativas. “Nas pistas ineficientes, não temos sido particularmente bons com energia, então não espero milagres aqui. Ainda será difícil”, explicou.
O cenário preocupa ainda mais porque, segundo Verstappen, rivais seguem trazendo atualizações. “Outras equipes ao nosso redor estão evoluindo neste momento. Nós já estávamos atrás antes disso, então não espero que isso mude agora. Tentamos aprender mais sobre o carro e sobre as coisas que queremos fazer diferente também para o próximo ano.”
