Max Verstappen deixou claro que não vê sentido em trocar a Red Bull Racing pela Ferrari na Fórmula 1, caso essa mudança não lhe permita continuar disputando vitórias. Apesar do respeito pela tradicional equipe italiana, o tetracampeão afirmou que desempenho é sua prioridade.
Falando em entrevista à Press Association, Verstappen explicou que não toma decisões de carreira por nostalgia ou pelo peso de uma marca. O holandês renovou recentemente seu contrato com a Red Bull até o final de 2030, e neste momento está concentrado no desafio de recuperar o desempenho da equipe.
“Eu só quero vencer. Não sou uma pessoa nostálgica. Tenho muito respeito pela marca? Com certeza, mas se isso significa que você se compromete e passa a andar em quinto ou sexto, qual é o sentido?”, questionou Verstappen.
O piloto holandês destacou que sua relação com a Red Bull também pesa na decisão. Depois de conquistar quatro títulos e inúmeras vitórias pela equipe, Verstappen considera o grupo de Milton Keynes como uma segunda família e vê a reconstrução do projeto como uma motivação pessoal.

“Sou muito focado em desempenho e já conquistei muita coisa com essa equipe. A Red Bull é uma segunda família, e o desafio de reconstruir é o que está me motivando”, acrescentou.
Essa declaração acontece após Verstappen colocar fim às especulações sobre seu futuro ao estender seu vínculo com a Red Bull, que já estava previsto para terminar em 2028, por mais dois anos. O novo acordo o mantém na equipe até 2030, salvo circunstâncias imprevistas, e o coloca como o piloto com o período mais longo defendendo uma mesma equipe na história da Fórmula 1.
Verstappen chega ao fim de semana do GP de Singapura depois de conquistar sua primeira vitória na atual temporada em Sepang. Em um ano de transição para a Red Bull, a equipe também trabalha com sua primeira unidade de potência própria, desenvolvida em parceria técnica com a Ford, projeto que já apresentou resultados promissores apesar de ainda estar em fase inicial.
