Max Verstappen não descartou a possibilidade de boicotar as duas últimas etapas na temporada 2026 da Fórmula 1, caso os GPs do Catar e de Abu Dhabi sejam mantidos ainda durante a guerra no Oriente Médio. A posição do piloto da Red Bull Racing aumenta a incerteza sobre o encerramento do campeonato deste ano.
A Fórmula 1 ainda sustenta que as duas corridas serão realizadas, embora a situação no Oriente Médio tenha colocado o calendário sob questionamento. Verstappen foi o único entre os pilotos consultados na Malásia nesta quinta-feira, a deixar margem para especulações sobre sua participação nessas duas corridas.
Uma questão importante, mas pouco comentada, são os interesses financeiros. Um cancelamento dessas corridas pela F1, poderia representar a perda de dezenas de milhões de dólares em taxas pagas por Catar e Abu Dhabi, enquanto um cancelamento promovido pelos organizadores dos GPs ainda poderia manter obrigações financeiras. Esse cenário contribui, e muito, para a demora na definição.

Na semana passada, Verstappen havia defendido que seria preferível correr em outro local, quando países próximos estivessem envolvidos em conflitos. Agora, ao ser questionado sobre a possibilidade de não participar caso as etapas permaneçam no calendário, o holandês não fechou essa porta, ao contrário de outros pilotos, que reforçaram publicamente a confiança na decisão da Fórmula 1.
Essa postura de Verstappen mostra um sinal de preocupação com a segurança durante as viagens ao Oriente Médio, e relaciona a questão à possibilidade de uma escalada dos combates durante os finais de semana de corrida, mas pelo menos por enquanto, o tetracampeão não declarou oficialmente que pretende boicotar essas duas provas.
O possível desfalque de Verstappen teria impacto direto sobre a Fórmula 1 e sobre os organizadores das duas etapas. A ausência de um dos principais nomes da categoria poderia criar um problema adicional para Stefano Domenicali, CEO da F1, justamente enquanto a organização tenta definir se o encerramento da temporada poderá ocorrer normalmente no Oriente Médio.
