F1: Verstappen mantém crítica e rejeita uso de colete de resfriamento

Max Verstappen voltou a rejeitar o uso do colete de resfriamento na Fórmula 1, mesmo diante das altas temperaturas esperadas no GP de Singapura neste próximo final de semana. O tetracampeão afirma que o dispositivo limita seus movimentos e questiona o funcionamento durante toda uma corrida.

O tema ganhou força nas últimas semanas entre os pilotos, com opiniões diferentes sobre a tecnologia criada para reduzir os efeitos do calor extremo no cockpit. Enquanto George Russell defende que os pilotos tenham acesso a sistemas eficazes sem que isso prejudique o desenvolvimento dos carros, Verstappen prefere manter a liberdade de correr sem o equipamento.

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Em entrevista nesta quinta-feira em Singapura, Verstappen explicou que os cabos necessários para o funcionamento do colete são um dos principais motivos de sua resistência. Para o piloto da Red Bull Racing, o desconforto provocado pelo sistema não compensa o possível benefício: “Para mim, não é necessário. Sim, está quente, mas não é uma sauna. E com esse colete de resfriamento, você tem esses cabos estúpidos no carro, então isso também limita seus movimentos”, afirmou.

Max Verstappen (NLD) Red Bull Racing celebrates his pole position in qualifying parc ferme.
Foto: XPB Images

Verstappen também colocou em dúvida a capacidade do equipamento de manter sua função durante toda a distância de uma corrida. O holandês afirmou que nunca viu uma solução de resfriamento funcionar por uma hora e meia em qualquer categoria em que competiu: “Mesmo que funcionasse por uma hora e meia, eu não precisaria. De qualquer forma, não funciona por uma hora e meia. Acho que em nenhuma categoria isso funcionou por uma hora e meia”, acrescentou.

A discussão ocorre em um cenário diferente para cada equipe. Russell quer utilizar o colete, mas a Mercedes decidiu não direcionar tempo, dinheiro e recursos de engenharia para desenvolver um sistema considerado suficientemente eficaz e confiável, priorizando o desempenho do carro.

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Para o GP de Singapura, a FIA declarou condição de risco térmico, ativando as medidas previstas no regulamento para proteger os pilotos diante do calor e da umidade esperados em Marina Bay. A determinação coloca as exigências relacionadas ao sistema de resfriamento em vigor, mas não obriga os pilotos a utilizarem o colete.