F1: Verstappen explica estratégia para sobreviver ao caos e vencer desafio em Silverstone

Max Verstappen teve pouco tempo para pensar durante as primeiras voltas do desafio “Max vs 100”, realizado na quarta-feira (16) em Silverstone. Largando da 101ª posição, o tetracampeão mundial de F1 precisou reagir rapidamente à confusão na pista antes de começar a avançar pelo pelotão. No fim, levou apenas 35 minutos para ultrapassar os 100 adversários e vencer o evento da Red Bull.

A largada foi especialmente complicada. Na Curva 1, os 100 karts se juntaram e Verstappen acabou indo para a área de escape para evitar o tumulto. Depois disso, começou a ganhar posições aos poucos, até chegar aos três últimos pilotos, entre eles o jornalista holandês de F1 Jacky Martens e Louis Osler, membro de sua equipe na Red Bull.

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Mesmo com alguns toques ao longo da disputa, Verstappen conseguiu passar pelos adversários sem se envolver em um incidente mais sério. Para ele, além da própria reação rápida, o comportamento dos outros pilotos ajudou bastante.

F1: Verstappen explica estratégia para sobreviver ao caos e vencer desafio em Silverstone
Foto: Red Bull Content Pool

“Você simplesmente age por instinto diante do que acontece, certo?” explicou Verstappen. “Quando as luzes se apagam, você só vê onde estão os espaços, e aí também precisa confiar em algumas pessoas ao seu redor para que não façam nada maluco, e, sinceramente, elas não fizeram.”

“Eles estavam muito empolgados entre si, mas na verdade foram bem legais comigo, de não baterem em mim ou qualquer coisa do tipo. Mas você age muito rápido quando vê tudo se desenrolar na sua frente. A primeira metade [da corrida] é puro caos, então você só quer sobreviver, e depois disso, você fica caçando eles. Então é bem legal quando você tem que fazer as voltas sozinho e pegá-los um por um.”

Verstappen também revelou que sua previsão para a primeira volta acabou ficando bem abaixo do que realmente aconteceu. Antes da prova, o piloto havia dito que seria ousado pensar em 40 ultrapassagens logo de cara. Depois, foi informado de que o número havia chegado a 61.

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“Em certo momento, eu disse antes da corrida: ‘vamos ser ousados e dizer que eu ultrapassaria 40 pessoas na Volta 1’, e aí me disseram que foram 61, eu acho. Então foi um bom esforço, e eu só tive que ficar longe de encrenca. Algumas pessoas ficaram muito empolgadas e houve um certo bloqueio na pista, mas consegui desviar.”

A vitória, apesar do desafio de largar em último, já era considerada possível por Verstappen antes mesmo da largada. O piloto explicou que tinha como referência os tempos registrados nas voltas de preparação e os tempos de classificação dos outros participantes.

“Bem, eu sabia os meus tempos de volta quando fiz as voltas de preparação, e sabia os tempos de volta classificatórios dos outros, então sabia que a vitória era possível”, disse ele.

O principal ponto de atenção estava nas duas primeiras voltas. Se conseguisse atravessar o tráfego inicial sem perder muito tempo ou se envolver em confusão, Verstappen teria condições de colocar seu ritmo em prática. E foi exatamente o que aconteceu.

“Mas dependia muito das minhas duas primeiras voltas, e elas foram melhor do que o esperado, o que ajudou bastante.”