Max Verstappen explicou suas declarações sobre a realização dos GPs do Catar e de Abu Dhabi em meio ao conflito no Oriente Médio. O tetracampeão de Fórmula 1, negou ter afirmado que se recusaria a disputar as provas e disse confiar na decisão da categoria e da FIA.
A manifestação ocorre após o holandês questionar, no fim de setembro, se a F1 deveria manter as corridas na região enquanto países vizinhos estivessem envolvidos em conflitos. Na ocasião, Verstappen afirmou que os compromissos contratuais não deveriam ser determinantes diante de uma situação de guerra, embora tenha ressaltado que a decisão não cabia aos pilotos.
Questionado sobre a possibilidade de boicotar as duas etapas, o piloto procurou esclarecer o sentido de suas palavras: “Eu disse que não queria correr lá? Apenas disse que adoro ir para lá, mas é claro, nas condições certas”, afirmou Verstappen à imprensa.
O piloto holandês também destacou que a responsabilidade pela avaliação das condições de segurança, está nas mãos das entidades que organizam e regulam a categoria: “Confio que a F1 e a FIA tomarão a decisão certa, porque terão mais informações do que nós, e é nisso que confiamos”, acrescentou.

Ao ser questionado diretamente se essa posição descartava um boicote às provas, Verstappen voltou a evitar uma resposta definitiva: “Como eu disse, confio que eles tomarão a decisão certa”, completou.
O cenário permanece incerto após o cancelamento do GP da Arábia Saudita e a transferência da etapa do Bahrein para Sepang, em outubro. A Fórmula 1 mantém Ímola de prontidão como possível alternativa para a decisão do campeonato, prevista para 06 de dezembro, enquanto os organizadores do Catar e de Abu Dhabi sustentam que suas corridas seguem programadas.
A posição de Verstappen, portanto, não representa uma recusa em competir, mas mantém a ressalva de que as provas devem ocorrer sob condições adequadas. O tetracampeão deixou claro que espera uma avaliação das autoridades responsáveis antes de definir o cenário para o encerramento da temporada.
