F1: Verstappen e Lawson admitem incógnitas da Red Bull para novo GP da Espanha

A estreia do novo circuito de Madri coloca a Red Bull diante de uma incógnita que nem Max Verstappen consegue responder antes de entrar na pista: qual será o real desempenho do RB22? Depois de conquistar o terceiro lugar em Monza, o tetracampeão mundial sabe que o resultado na Itália não serve como garantia para o fim de semana do GP da Espanha.

O Madring será novidade para praticamente todo o grid da Fórmula 1. A exceção é a Ferrari, que já fez testes. Verstappen teve contato com o traçado apenas pelo simulador. Por isso, o primeiro treino livre terá um peso ainda maior na preparação da Red Bull: “Foi um ótimo resultado para nós em Monza e realmente maximizamos nosso desempenho lá para garantir um pódio”, reflete Verstappen. “Olhando para Madri, é difícil prever como teremos desempenho lá. Treinamos no simulador e parece ser uma pista mais desafiadora de pilotar, como acontece na maioria dos circuitos de rua, especialmente porque há tantas curvas complicadas.”

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Max Verstappen (NLD) Red Bull Racing RB22.
Foto: XPB Images

A equipe precisará aproveitar cada volta para entender o nível de aderência e encontrar a melhor configuração para o restante do fim de semana. Verstappen espera que as primeiras sessões permitam reunir o máximo de informações antes da classificação. “Também teremos que avaliar quanta aderência há na sexta-feira e construir a partir daí. Os treinos serão importantes para aprender o máximo possível antes do início da classificação”, continua Verstappen.

Ao mesmo tempo em que reconhece a dificuldade de prever o cenário, o piloto vê no desconhecimento do circuito uma possível vantagem. Como todos terão de começar praticamente do zero, a Red Bull espera encontrar rapidamente um bom caminho. “Dito isso, é um novo circuito para todos e esperamos poder começar com o pé direito e fazer um arranque forte.”

Liam Lawson também terá de descobrir na prática como a Red Bull vai se comportar no novo traçado. O neozelandês de 24 anos voltará a formar dupla com Verstappen, já que Isack Hadjar ainda não está em condições de retornar ao volante. Para ele, o simulador ajuda na preparação, mas não é suficiente para revelar o que realmente acontecerá quando o carro estiver na pista.

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“Madri vai ser um fim de semana interessante para todo mundo. Até agora, só pilotamos a pista no simulador, então o primeiro treino livre vai nos dizer muito sobre onde realmente estamos”, diz Lawson. “É um circuito único e a curva com inclinação deve tornar as coisas interessantes.”

A confiança do neozelandês também passa pelo que conseguiu fazer depois de um início complicado em Monza. A troca de motor o colocou em desvantagem desde o começo do fim de semana e dificultou uma avaliação completa de seu potencial.

“Monza foi um fim de semana difícil desde o início, porque a troca de motor já nos colocou em desvantagem. Isso dificultou mostrar plenamente do que éramos capazes”, explica Lawson. “O lado positivo é que encontramos um bom ritmo ao longo do fim de semana. Isso nos dá confiança para encarar Madri.”