Max Verstappen apareceu como a principal referência da Fórmula 1 nos long runs realizados durante o TL2 do GP do Bahrein, disputado em Sepang. O piloto da Red Bull liderou a análise de ritmo de corrida, com George Russell e Charles Leclerc logo atrás.
A comparação, ajustada pelas diferenças de compostos e duração dos stints, colocou Verstappen na frente, seguido por Russell a 0s19 por volta e Leclerc a 0s32. Lando Norris apareceu em quarto, 0s43 atrás, enquanto Oscar Piastri ficou a 0s78, deixando a McLaren atrás de Red Bull, Mercedes e Ferrari neste primeiro retrato de ritmo de corrida.
A Mercedes chamou atenção depois de chegar à Malásia com um amplo pacote de atualizações, mas ainda é cedo para determinar o impacto real das novidades. Já a McLaren perdeu especialmente no segundo setor, justamente onde as curvas de média e alta velocidade poderiam favorecer o carro, enquanto mostrou desempenho relativamente melhor nos setores em que a velocidade máxima tem maior peso.
No pelotão intermediário, Pierre Gasly liderou com a Alpine, 1s28 atrás de Verstappen. Liam Lawson apareceu a 1s63, Nico Hulkenberg a 1s75 e Gabriel Bortoleto registrou déficit de 2s74 por volta. A Audi, porém, mostrou sinais de estar mais adaptada às características de Sepang do que esteve em Baku, onde a velocidade de reta teve importância maior.

O principal alerta veio dos pneus. Tanto os Macios C4 quanto os Médios C3 apresentaram degradação média próxima de três décimos por volta, consequência do asfalto abrasivo e das longas curvas de média e alta velocidade. Nenhuma equipe utilizou os Duros C2 no TL2, e, caso o desgaste continue nesse nível, uma estratégia de duas paradas ganha força para a corrida de domingo.
