Max Verstappen renovou seu contrato com a Red Bull até a temporada 2030, deixando a porta aberta para uma permanência ainda maior na Fórmula 1 – inclusive, o retorno dos motores V8 tem papel importante nisso.
Nos últimos anos, o tetracampeão tem mencionado uma possível aposentadoria da categoria, sempre reforçando o descontentamento com os rumos que o esporte está tomando. E com o regulamento de 2026, chegou a dizer em determinado momento ao chefe Laurent Mekies que não queria responder perguntas sobre seu futuro.
Agora, estendendo seu contrato por mais dois anos – o atual iria até 2028 -, repetiu uma promessa que havia feito a Dietrich Mateschitz, fundador da Red Bull. “Eu sempre disse, e disse isso quando Dietrich ainda estava vivo: ‘Meu objetivo e minha meta são encerrar minha carreira nesta equipe’. Acho que estamos chegando perto disso.”
“Sinto-me muito bem nesta equipe. Acredito que, com essas pessoas, podemos voltar ao topo. O tempo dirá. Quer dizer, é isso que buscamos. Ainda quero vencer corridas. Tenho muita vontade de vencer mais”, continuou.

O tetracampeão reforçou que suas reclamações sobre os carros atuais não desapareceram, mas que as conversas com a Fórmula 1 e FIA e as boas perspectivas para os próximos anos, lhe deram confiança para se comprometer por vários anos. “É o que eu disse há pouco: de certa forma, aceitei a situação em que estamos. Pessoalmente, é claro, não estou satisfeito com isso, mas, ao mesmo tempo, houve as discussões que tive com a F1 e a FIA, já tentando fazer pequenas melhorias para o ano que vem e para o ano seguinte.”
“Estou disposto a aceitar isso no momento. Digamos que não seja fantástico, mas ainda amo correr. Quero dizer, ainda é um carro de Fórmula 1. Algumas pistas são melhores que outras, mas, sem dúvida, sabemos que há áreas em que podemos melhorar. Então, com o passar dos anos, a situação vai melhorar um pouco”, encerrou.
