Max Verstappen criticou a decisão da Fórmula 1 de realizar corridas Sprint em circuitos onde as ultrapassagens são difíceis. Após vencer a prova curta no final de semana do GP de Singapura, o piloto da Red Bull Racing, questionou a escolha de pistas que oferecem poucas oportunidades de disputa por posição.
A etapa deste fim de semana em Singapura marcou a estreia do formato Sprint no circuito urbano, mas a atividade teve poucas ultrapassagens, principalmente nas primeiras posições. Para Verstappen, a categoria deveria priorizar traçados que favoreçam as disputas, especialmente porque o calendário de 2027 terá dez corridas Sprint, incluindo uma em Mônaco pela primeira vez.
“Não acho que deveríamos realizar uma corrida Sprint em um circuito onde não é possível ultrapassar”, afirmou o tetracampeão. Ele destacou que existem pistas adequadas para esse formato, mas criticou a escolha de locais onde as características do traçado dificultam as disputas: “Não é algo de que eu goste”, disse ele.

Verstappen também apontou limitações do regulamento atual. Segundo o holandês, o modo de ultrapassagem oferece pouco ganho em Singapura, enquanto as baterias dos carros dificultam a aproximação entre os competidores e reduzem as diferenças de velocidade nas retas. O holandês defendeu uma reta mais longa ou um grampo mais adequado para favorecer as manobras, mas ressaltou que isso não seria suficiente sem uma diferença maior de velocidade.
Charles Leclerc, terceiro colocado na Sprint neste sábado, também questionou a realização de provas curtas em circuitos urbanos. Para o piloto da Ferrari, as corridas Sprint deveriam acontecer em pistas que permitam mais ultrapassagens e acrescentem ação ao fim de semana, algo que, em sua avaliação, não ocorre em Singapura ou Mônaco.
Lewis Hamilton concordou que o traçado singapuriano precisa de mudanças para melhorar as corridas. O heptacampeão afirmou que uma reta mais longa poderia ajudar a transformar o circuito em um palco melhor para disputas. Embora tenha considerado a Sprint divertida, Hamilton avaliou que a chuva foi determinante para o espetáculo e que, em condições secas, a prova provavelmente teria sido monótona, com os pilotos seguindo uns aos outros e administrando os pneus.
