Max Verstappen voltou a destacar um problema que acompanha a Red Bull Racing há várias temporadas, e que continua presente mesmo com a nova geração de carros da Fórmula 1: o comportamento sobre ondulações e zebras. Para o piloto holandês, a equipe ainda não encontrou uma solução clara para essa dificuldade.
A questão ganhou força no último final de semana, em Monza, quando Verstappen reclamou do comportamento do eixo traseiro de seu RB22 ao passar por irregularidades e zebras. Agora, com a chegada ao circuito de Madring, em Madri, a característica volta a ser uma preocupação para a equipe.
“É um problema conhecido para nós há muito tempo, então é algo que estamos tentando entender, tentando corrigir, tentando melhorar. Mas sabemos que zebras e ondulações não são o melhor cenário para o nosso carro”, afirmou Verstappen à imprensa.
Questionado sobre a possibilidade de problemas dos carros anteriores terem sido transferidos para o modelo atual, o tetracampeão confirmou que isso aconteceu. Segundo Verstappen, algumas características permaneceram mesmo com a mudança de regulamento.

“Sim, com certeza, algumas coisas foram herdadas dos carros anteriores. Eu reclamava do comportamento e das zebras antes, e continuo reclamando disso”, acrescentou.
Verstappen também esclareceu por que a Red Bull ainda não conseguiu eliminar completamente essa fraqueza. De acordo com o tetracampeão, não existe necessariamente um único elemento responsável pelo comportamento, o que torna o diagnóstico e a correção mais difíceis.
“Infelizmente, a resposta não é muito clara ou direta, porque, caso contrário, é claro que já teríamos corrigido essas coisas. A F1 às vezes pode ser muito complicada, e não é fácil identificar um único problema, porque pode ser que várias coisas se combinem para criar uma dificuldade”, completou.
Para Verstappen, a equipe precisa compreender como esses diferentes fatores se relacionam dentro do carro, antes de conseguir avançar de forma significativa nesse aspecto.
