O chefe da Ferrari, Frederic Vasseur, voltou a criticar a cobertura da imprensa italiana, e afirmou que notícias negativas sobre a equipe têm impacto direto nos funcionários do time. Segundo o francês, esse ambiente pode prejudicar até mesmo os resultados da equipe na Fórmula 1.
Em entrevista ao Canal+, Vasseur explicou que evita acompanhar notícias e redes sociais justamente para se proteger desse tipo de pressão. O principal motivo, porém, não seria a repercussão sobre sua própria imagem, mas o efeito causado sobre cerca de 1.500 pessoas que trabalham em Maranello.
“Não tenho Instagram, não tenho Twitter e não leio a imprensa. Tento me proteger de tudo isso. A principal preocupação são as 1.500 pessoas que trabalham comigo, e que sempre que algo negativo é dito sobre mim, sobre a equipe ou qualquer outra coisa, sentem o impacto na manhã seguinte”, afirmou Vasseur.
O dirigente disse ainda, que esse ambiente pode afetar o desempenho da Ferrari: “Acho que isso tem um efeito negativo enorme nos resultados da equipe”, comentou. Essa declaração ocorre depois de uma forte onda de especulações sobre sua permanência no comando da Scuderia, intensificada por uma entrevista do ex-chefe da Red Bull Racing, Christian Horner ao The Times, que colocou novamente seu futuro em discussão e levou a Ferrari a divulgar uma declaração pública de confiança no projeto atual.

Vasseur também destacou que ocupar o cargo de chefe da Ferrari não representa, por si só, a realização de sua ambição. Para ele, o objetivo principal é conquistar vitórias e títulos com a equipe: “Estar na Ferrari é ótimo, mas vencer com a Ferrari é ainda melhor. Não sinto que tenha alcançado meu objetivo final”, acrescentou.
Apesar das críticas à imprensa, o francês separou a cobertura negativa da postura dos torcedores. Vasseur afirmou que os Tifosi continuam apoiando a equipe mesmo nos períodos difíceis, com centenas de pessoas reunidas diante da fábrica após vitórias e derrotas: “Isso não é pressão, é um benefício adicional”, completou.
