Fred Vasseur reconheceu que o ambiente na Ferrari tem sido difícil, em meio aos recentes rumores sobre mudanças no time italiano de Fórmula 1. O chefe da equipe afirmou que a falta de tranquilidade não ajuda o trabalho em Maranello, mas destacou que a solução é continuar trabalhando.
As declarações foram dadas à Sky Itália após a sessão de classificação para o GP do Azerbaijão, em um momento de pressão sobre Vasseur. O francês recebeu questionamentos sobre sua liderança e sobre as tensões recentes envolvendo Lewis Hamilton e Charles Leclerc, enquanto rumores sobre uma possível mudança no comando da equipe ganharam força.
“É difícil trabalhar na Ferrari, mas também para todos os membros da equipe. Na semana passada, tivemos que ler que alguém seria demitido”, afirmou Vasseur. Segundo ele, a disputa apertada na Fórmula 1 aumenta ainda mais a pressão: “Acho que a F1 é um grande desafio. Somos quatro equipes lutando por centésimos. Hoje, Russell fez a diferença, mas normalmente lutamos por centésimos”.
Vasseur também reconheceu o impacto do ambiente externo sobre a Ferrari: “Certamente a falta de tranquilidade não ajuda a equipe, mas as coisas são assim e simplesmente temos que continuar trabalhando”, disse ele.

A situação ocorre depois de Lewis Hamilton negar relatos da imprensa italiana, de que teria pedido mudanças na Ferrari. Paralelamente, Christian Horner, ex-chefe da Red Bull Racing, declarou recentemente, que assumir o comando da equipe de Maranello seria seu ‘sonho’, caso voltasse à função de dirigente na Fórmula 1 sem uma participação acionária na equipe.
Vasseur recebeu uma extensão contratual de vários anos em julho de 2025. No GP do Azerbaijão, Charles Leclerc garantiu o segundo lugar no grid, mas ficou mais de oito décimos atrás de George Russell, enquanto Hamilton terminou a classificação em sexto.
Ao analisar o desempenho, Vasseur apontou que Mercedes, Ferrari e McLaren adotaram estratégias diferentes na sessão de classificação: “Com certeza, olhando para esta sessão, a Mercedes pareceu forte demais, mas certamente vamos lutar e pressionar até o fim, e a corrida é sempre um pouco diferente”, concluiu o francês.
