A Fórmula 1 viu seus lucros aumentarem em 2021 após uma difícil temporada de 2020, onde registrou uma perda de US$ 386 milhões por causa da pandemia de coronavírus.
No ano passado, a categoria conseguiu fazer uma temporada completa mesmo com algumas restrições, ajudando a registrar um lucro de US$ 92 milhões com receitas de US$ 2,13 bilhões. A receita de 2020 foi de apenas US$ 1,1 bilhão, já que a temporada teve apenas 17 etapas, muitas das quais foram etapas europeias, que são menos lucrativas.
A falta de espectadores, clube paddock e ajuda financeira para as equipes, também foram os culpados pela queda nos lucros em 2020.
Mas uma temporada abundante de corridas, que incluiu 22 etapas, a flexibilização de muitas restrições, e várias renovações de contratos, viu os lucros se recuperarem, com 2021 superando até o lucro de 2019 de US$ 19 milhões e receitas de US$ 2 bilhões.
As equipes também dividiram um dos maiores prêmios da história, com US$ 1,06 bilhão divididos entre as dez equipes. Isso se compara a apenas US$ 711 milhões em 2020, que também incluiu bônus de assinatura do Pacto de Concórdia.
O maior impulso foi a receita de hospedagem de corridas, acordos de transmissão e patrocínio, que subiram de US$ 1,02 bilhão para US$ 1,85 bilhão. Outras receitas, como a receita de frete e hospitalidade, mais que dobraram de US$ 116 milhões para US$ 286 milhões.
“2021 foi um ano notável para a Fórmula 1 em todos os aspectos”, disse o CEO da categoria, Stefano Domenicali. “As corridas foram espetaculares e o negócio produziu excelentes resultados.”
A Liberty Media, dona da F1, também informou que a audiência cumulativa de TV da categoria aumentou 4%, para 1,55 bilhão, com média de 70,3 milhões de espectadores por corrida.
Os EUA, que viram um boom de interesse após o documentário ‘Drive to Survive’ da Netflix, teve um aumento de 58% na audiência acumulada.
As plataformas de mídia social da F1 também tiveram um crescimento substancial de 40%, indo para 49 milhões, com 1,5 bilhão de engajamentos sociais agregados.
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