Charles Leclerc teve problemas na traseira do carro da Ferrari, pouco antes de sofrer seu forte acidente no GP da Itália de Fórmula 1. Dados da telemetria mostram que o monegasco chegou a 233 km/h antes de perder o controle e bater forte na curva Parabólica.
O acidente aconteceu durante a disputa com Oscar Piastri, depois de Leclerc largar em terceiro. Embora tenha surgido a suspeita de que o piloto da McLaren pudesse ter tocado sua traseira, as imagens indicam que a Ferrari apresentou uma instabilidade própria antes de sair da pista e atingir a barreira.
A telemetria mostra que Leclerc estava acelerando na saída da curva e chegou à velocidade de 233 km/h nos metros anteriores ao impacto. O dado mais significativo, porém, aparece no acelerador, pois ele precisou aliviar duas vezes, com a aplicação caindo de 100% para menos de 90%, e na segunda ocasião, chegando a 83%.

Pelas imagens na transmissão da TV, é possível observar que Leclerc estava à frente de Piastri naquele momento e não travava uma disputa direta na curva, mas precisou alterar sua trajetória para dar espaço ao australiano. Quando voltou a acelerar totalmente, o carro não estava na linha ideal e os pneus traseiros já estavam próximos do limite de aderência, deixando pouca margem para recuperar a traseira.
A análise aponta que a combinação entre a retomada da aceleração, a trajetória modificada e a falta de tração provocou o violento movimento da traseira. Leclerc chegou a relatar uma redução na visão do olho direito após o acidente, passou pelo centro médico e precisou de exames adicionais, mas foi considerado apto para disputar normalmente a etapa em Madri no próximo final de semana.
