A famosa pintura rosa que marcou a Force India na Fórmula 1, nasceu de uma negociação que começou com a Mercedes. Otmar Szafnauer revelou que Toto Wolff foi fundamental para direcionar a BWT à equipe baseada em Silverstone.
Segundo o ex-chefe da Force India e da Racing Point, a empresa de tecnologia de água, havia procurado inicialmente a Mercedes para fechar um acordo de patrocínio. A ideia da BWT era utilizar o rosa para se diferenciar dos concorrentes, que adotavam principalmente o azul em suas identidades visuais.
Szafnauer afirmou que a proposta acabou rejeitada pela Mercedes, depois que a equipe avaliou a possibilidade de abandonar sua tradicional identidade prateada: “O conselho da Mercedes disse: ‘Somos as Flechas de Prata, não as Flechas Rosa’,” disse ele. Diante da recusa, Wolff decidiu encaminhar a empresa para Szafnauer, evitando que ela deixasse a Fórmula 1.
“Toto disse: ‘Bem, em vez de você simplesmente deixar a Fórmula 1, por que não vai falar com o Otmar? Tenho certeza de que ele fará isso por você’,” revelou Szafnauer no podcast High Performance Racing. Ele também afirmou que Wolff não recebeu nenhuma parte financeira pela indicação, embora tenha pago um jantar para o chefe da Mercedes como agradecimento.

O acordo, porém, exigiu uma decisão rápida de Szafnauer: “Dentro de duas semanas eu tive que decidir. Ainda não tínhamos assinado o contrato, eles não haviam nos pago nenhum dinheiro, e eu precisava decidir se pintaria os carros de rosa para Melbourne ou não”, acrescentou.
Szafnauer assumiu o risco e apostou que Andreas Weissenbacher, CEO da BWT, cumpriria sua palavra: “Ele foi fiel à sua palavra, pagou, e foi aí que todos os carros rosa começaram”, finalizou o ex-chefe de equipe.
