Otmar Szafnauer destacou a decisão de Toto Wolff de promover Kimi Antonelli à Mercedes no início de 2025, uma escolha que inicialmente recebeu críticas, mas que hoje coloca o italiano na liderança da Fórmula 1. Para o ex-chefe da Alpine, o dirigente merece reconhecimento por ter apostado no jovem piloto.
A Mercedes precisou escolher um substituto para Lewis Hamilton depois que o heptacampeão decidiu deixar a equipe e ir para a Ferrari em 2025. Em vez de contratar outro piloto experiente, Wolff optou por acelerar a chegada de Antonelli à categoria, decisão que acabou sendo questionada dentro e fora da F1.
Em sua segunda temporada na categoria, Antonelli lidera o campeonato com 81 pontos de vantagem sobre seu companheiro de equipe, George Russell, e já soma oito vitórias em GPs este ano. Szafnauer destacou que a decisão da Mercedes no início do ano passado, também teve participação importante de Gwen Lagrue, responsável por descobrir o talento do italiano.
“É preciso dar crédito a Toto por assumir o risco com Kimi. E também a Gwen Lagrue. Ele o descobriu”, afirmou Szafnauer durante o podcast High Performance Racing.

O próprio Wolff relembrou as críticas após a primeira vitória de Antonelli, conquistada na China. Pelo rádio, o chefe da Mercedes ironizou os questionamentos que apontavam a pouca idade do piloto, como motivo para mantê-lo em uma equipe menor antes de chegar à estrutura principal.
Depois da corrida, Wolff explicou que havia muitas pessoas dizendo que a promoção tinha sido um erro: “Muitas vozes dentro e fora do esporte disseram: ‘Foi um erro fazer isso’. Então é bom ter uma pequena revanche. Mas, obviamente, é apenas uma vitória”, afirmou.
O dirigente também evitou tratar o resultado como uma confirmação definitiva da decisão: “Esse esporte em que vivemos é maníaco-depressivo. Hoje está ótimo. Daqui a duas semanas, estamos no Japão, e ele coloca o carro no muro, e as pessoas dizem que ele é jovem demais. Então acho que precisamos manter os pés no chão”, concluiu Wolff na época.
