A Fórmula 1 voltou a discutir os procedimentos de corrida da FIA, após o desfecho do GP da Inglaterra, encerrado atrás do safety car. Para o ex-chefe de equipe na categoria, Otmar Szafnauer, a entidade poderia ter recorrido à bandeira vermelha para proporcionar uma disputa direta pela vitória nas voltas finais e entregar um espetáculo melhor ao público.
O encerramento da prova em Silverstone gerou frustração entre os torcedores, depois que a neutralização permaneceu até a bandeirada. A situação foi agravada por uma falha no sistema de cronometragem, que indicou incorretamente que o safety car retornaria aos boxes antes da última volta, criando a expectativa de uma relargada que não aconteceu.
Falando no podcast High Performance Racing, Szafnauer explicou que a decisão seguiu o regulamento em vigor. Segundo ele, após permitir que os carros retardatários recuperassem uma volta, seria obrigatória a realização de mais uma volta completa antes da relargada, algo que já não era possível naquele momento da corrida.
“Então deixaram todos recuperarem a volta, e depois disso, é necessária uma volta inteira antes de reiniciar a corrida. Quando começaram esse procedimento, já não restava uma volta completa. Por isso a prova terminou atrás do safety car”, afirmou.

Apesar de reconhecer que a direção de prova cumpriu corretamente as regras, o ex-dirigente acredita que havia outra alternativa disponível. Para ele, uma interrupção com bandeira vermelha teria eliminado as voltas em ritmo reduzido, permitindo uma relargada com todos os pilotos utilizando pneus macios para uma disputa intensa até a bandeirada.
Szafnauer disse ainda que levou essa sugestão diretamente ao diretor de provas da FIA, Rui Marques: “A FIA seguiu as regras atuais, mas eles têm a opção de mostrar a bandeira vermelha. Poderiam ter feito isso facilmente”, acrescentou.
Segundo o ex-chefe de equipe, Marques questionou se a corrida deveria ser interrompida apenas por esse motivo. A resposta foi direta: “Não, mostre a bandeira vermelha pelos fãs. Se você faz isso pelos fãs, não está contrariando o regulamento. Existe um momento em que, se você quer tornar o espetáculo emocionante até o fim, essa opção deve ser considerada”, completou.
