F1: Stella revela temor da McLaren de ter piorado desempenho do carro

A McLaren ficou apreensiva para saber se as atualizações introduzidas no GP do Azerbaijão haviam prejudicado o desempenho do MCL40. As dificuldades em Baku e na Malásia levantaram dúvidas dentro da equipe, mas Andrea Stella afirmou que o GP de Singapura ajudou a esclarecer que o pacote não deixou o carro mais lento.

A atualização feita em Baku trouxe mudanças nos sidepods e no sistema de refrigeração, com o objetivo de melhorar a velocidade nas retas. O problema é que Lando Norris e Oscar Piastri tiveram dificuldades nas duas etapas seguintes, e a equipe não conseguiu identificar de imediato o que estava causando a queda de rendimento.

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Como os dois carros receberam as novidades ao mesmo tempo, a McLaren não tinha uma referência direta para avaliar o efeito das mudanças. A situação gerou preocupação, principalmente porque os resultados ficaram abaixo do esperado: “Se isolarmos Baku e Malásia, não fomos muito competitivos”, disse Stella à imprensa.

Oscar Piastri (AUS) McLaren F1 Team MCL40.
Foto: XPB Images

“Tivemos dúvidas sobre o pacote que introduzimos em Baku; nunca esperávamos que fosse um grande passo em termos de tempo de volta. Mas como atualizamos dois carros de uma só vez, não tínhamos comparação. Pensamos: ‘Será que deixamos o carro mais lento?'”

Na Malásia, outro fator dificultou o trabalho dos engenheiros. O asfalto irregular de Sepang produziu dados que fugiam do padrão habitual da equipe, prejudicando as comparações entre as informações coletadas na pista e as simulações. Isso tornou mais difícil entender o que estava acontecendo com o carro. A etapa de Singapura, disputada em uma pista com condições mais convencionais, ajudou a esclarecer as dúvidas

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“Ao menos estávamos em condições de esclarecer que não é esse o caso, o que é uma pergunta importante que conseguimos responder em Singapura, voltando a uma pista que é um pouco mais normal do que a Malásia, onde a irregularidade do asfalto simplesmente fez os dados parecerem muito estranhos. Mas entendemos que isso tinha a ver com a irregularidade da pista”, continuou Stella.

A queda de rendimento chama a atenção principalmente depois dos bons resultados de Norris na Hungria, em Zandvoort e em Madri. O britânico venceu duas dessas corridas e terminou a outra em terceiro. Desde então, porém, ficou em nono no Bahrein e na Malásia, antes de terminar em quarto em Singapura. Piastri também não conseguiu terminar acima da quinta posição nas últimas quatro etapas.

Stella acredita que as dificuldades vão além das atualizações aerodinâmicas: “E Baku, na qual achamos que a otimização da unidade de potência desempenhou um papel significativo em termos de tempo de volta”, acrescentou o italiano. Sabemos que não é apenas otimização da unidade de potência; há mais algumas coisas do lado do chassi que, nas retas longas, penalizam a McLaren na configuração atual, como as relações de marcha. Então tivemos dúvidas por algumas corridas, mas recebemos bem o fato de termos conseguido esclarecer que não há nada de errado acontecendo…”