F1: Stella indica nova disputa técnica na temporada 2026

A McLaren acredita que a principal disputa técnica da Fórmula 1, mudou completamente com o regulamento de 2026. Segundo o chefe da equipe, Andrea Stella, o desenvolvimento dos carros e a evolução dos conceitos aerodinâmicos, passaram a ser os fatores decisivos para definir a competitividade no grid.

O time britânico prepara um novo pacote de atualizações para o GP da Hungria, que incluirá mudanças em conceitos adotados inicialmente no MCL40. A expectativa é que essas revisões permitam recuperar desempenho em uma temporada marcada pelo equilíbrio entre as principais equipes.

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Stella destacou que o cenário técnico atual é bastante diferente do vivido anteriormente. Enquanto os carros da geração passada dependiam de rodar o mais próximo possível do solo para gerar carga aerodinâmica, o regulamento de 2026 retomou uma filosofia semelhante à de 2021, com a traseira do carro posicionada mais alta que a dianteira para favorecer a geração de pressão aerodinâmica.

Na avaliação do dirigente, o nível de competitividade também tem se mostrado mais consistente entre os circuitos: “Há algumas considerações técnicas. A primeira é que, ao contrário do regulamento anterior, o padrão de competitividade é bastante repetitivo. Ele é consistente e praticamente independente do traçado, com Ferrari, Mercedes, depois Red Bull e, em seguida, McLaren”, afirmou.

GP do Canadá 2026, Montreal, Fórmula 1, F1
Foto: XPB Images

O italiano explicou que, na temporada passada, encontrar uma forma de utilizar alturas mais baixas sem comprometer o comportamento do carro, representava um ganho importante de desempenho. Agora, segundo ele, os carros são menos sensíveis à altura em relação ao solo, tornando mais difícil encontrar performance apenas por meio dos acertos de fim de semana.

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Para Stella, a nova batalha técnica acontece em duas frentes: “O campo de batalha é, antes de tudo, o desenvolvimento. Todas as equipes estão trazendo atualizações, e acredito que cada grande pacote tenha proporcionado entre dois e três décimos de ganho. O segundo ponto é que os conceitos aerodinâmicos ainda não estão maduros”, acrescentou.

O chefe da McLaren reconheceu que algumas escolhas feitas durante o projeto inicial do MCL40, não entregaram os resultados esperados: “Nossa explicação técnica para não sermos tão competitivos quanto gostaríamos, é que algumas direções tomadas no projeto inicial precisam ser revistas. Depois de observarmos outros carros e aprofundarmos nosso trabalho, entendemos que deveríamos revisar alguns conceitos. As próximas atualizações vão refletir essas mudanças e esperamos que elas tragam mais desempenho”, concluiu Stella.