Andrea Stella, chefe da McLaren, considera que a disputa pelo desenvolvimento na Fórmula 1, atingiu um nível sem precedentes em 2026. Para ele, a capacidade das equipes de transformar novas peças em ganhos de desempenho, tem provocado mudanças constantes na ordem competitiva.
Segundo Stella, os pacotes de atualização apresentados ao longo da atual temporada têm permitido saltos significativos de desempenho, enquanto as equipes concorrentes acabam perdendo terreno até introduzirem suas próprias novidades. O cenário é favorecido pela relativa imaturidade dos regulamentos técnicos de 2026, que ainda oferece amplo espaço para encontrar ganhos.
A McLaren também passou por esse processo. Uma grande atualização introduzida no GP da Hungria ajudou Lando Norris a vencer as etapas da Hungria e da Holanda, largando da pole nas duas ocasiões, além de conquistar a primeira posição no grid no GP da Espanha, onde uma intervenção do safety car virtual impediu a vitória. Depois da corrida em Madri, porém, a equipe britânica perdeu terreno no Azerbaijão e na Malásia, enquanto a Red Bull Racing avançou de forma decisiva com o RB22.

“Não acho que a Fórmula 1 tenha testemunhado anteriormente, uma taxa de desenvolvimento tão bem-sucedida como a de 2026. O nível em que as equipes da categoria operam este ano, para alguém que está na F1 há muito tempo, é simplesmente sem precedentes”, afirmou Stella à imprensa.
O dirigente também pediu cautela ao avaliar atualizações de outras equipes, citando a Mercedes e o pacote levado a Sepang: “Quando se trata de julgar as atualizações de alguém, você sempre precisa ser muito respeitoso e prudente porque não conhecemos os dados”, acrescentou.
Para ele, até os resultados da etapa na Malásia precisam ser analisados com cuidado. O asfalto muito abrasivo e as altas temperaturas exigiram níveis elevados de refrigeração, o que pode alterar o equilíbrio entre desempenho aerodinâmico e capacidade de resfriamento: “Existem algumas condições excepcionais, que tornam a avaliação do desempenho dos carros e da ordem competitiva dependente de observarmos mais no futuro”, completou.
