F1: Stella explica cautela com asa “Macarena” inspirada na Ferrari

Andrea Stella explicou por que a McLaren demorou para colocar na pista, sua própria versão da asa traseira rotativa desenvolvida pela Ferrari para a temporada 2026 da Fórmula 1. Segundo o chefe da equipe britânica, a complexidade do conceito já era evidente desde os primeiros testes realizados pelo time italiano.

Nos testes de pré-temporada no Bahrein, a Ferrari apresentou sua asa ‘Macarena’, com uma aleta capaz de girar 270 graus para modificar o comportamento da asa nas retas. O objetivo é reduzir a resistência aerodinâmica e aumentar a velocidade final, enquanto o sistema precisa recuperar a carga necessária antes das curvas.

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A Ferrari levou o conceito para os treinos livres no GP da China e posteriormente o utilizou oficialmente no final de semana em Miami, enquanto a Red Bull Racing também desenvolveu sua própria versão. A McLaren levou a peça para Montreal, mas não a utilizou, e a primeira aparição em um carro da equipe, aconteceu apenas com Oscar Piastri no TL1 do GP da Hungria.

Andrea Stella (ITA) McLaren Team Principal.
Foto: XPB Images

Stella afirmou que o processo exigia cuidado, justamente porque a experiência da Ferrari já havia mostrado a complexidade do desenvolvimento: “O projeto com a aleta rotativa é, preciso dizer, um projeto complicado”, afirmou. Para ele, não houve surpresa diante do tempo necessário, já que a Ferrari precisou de vários eventos entre a apresentação inicial e a utilização em corrida.

O dirigente destacou ainda, que o comportamento aerodinâmico vai além do funcionamento mecânico da asa, envolvendo a recuperação do fluxo de ar e da carga sobre o carro: “Não é apenas a asa, mas a carga sobre a asa também é a carga sobre o carro inteiro”, acrescentou Stella, dizendo ainda, que os resultados obtidos pela McLaren foram consistentes com as expectativas e permitiram uma avaliação positiva do conceito.

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A equipe também considerou essencial testar o sistema diretamente na pista. Stella afirmou que, em um projeto tão delicado, os dados coletados em condições reais têm papel central: “Nunca teríamos confiado apenas no túnel de vento para um projeto tão delicado”, encerrou o chefe da McLaren.