F1: Stella aponta onde McLaren perde mais para a Mercedes

A McLaren identificou onde precisa evoluir para desafiar a Mercedes na temporada 2026 da Fórmula 1. O chefe da equipe, Andrea Stella, afirmou que a maior parte da diferença de desempenho está nas curvas e reforçou que o foco do desenvolvimento do MCL40 será reduzir essa desvantagem.

O time britânico, atual campeão no Mundial de Construtores, ainda não venceu nenhuma corrida este ano. Enquanto isso, a Mercedes, fornecedora da unidade de potência da McLaren, conquistou sete das oito vitórias disputadas até o momento, se consolidando como a referência no grid atual.

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Segundo Stella, a diferença para a Mercedes permanece entre três e quatro décimos por volta. Na avaliação do dirigente, cerca de 70% desse déficit está relacionado ao desempenho nas curvas, enquanto os outros 30% aparecem nas retas.

“Quando falamos da nossa diferença para a Mercedes, ela sempre esteve entre três e quatro décimos. Ela vem predominantemente das curvas, provavelmente 70% nas curvas e 30% nas retas. Nas curvas, está muito claro por que isso acontece. O carro deles gera mais carga aerodinâmica do que o nosso, e é exatamente nisso que estamos trabalhando. Temos bons projetos em desenvolvimento”, afirmou.

O italiano também explicou que a perda nas retas pode estar ligada a diferentes fatores: “Os 30% que acontecem nas retas podem estar relacionados a um arrasto aerodinâmico adicional do nosso carro, mas também estamos analisando a forma como exploramos a unidade de potência, porque a diferença de velocidade é bastante significativa”, disse ele.

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F1: Stella aponta onde McLaren perde mais para a Mercedes
Foto: Rafa Catelan / F1MANIA.NET

Stella revelou que as análises de GPS, mostram uma perda de pelo menos um décimo nas retas em relação à Mercedes, embora seja difícil identificar com precisão a origem desse déficit: “É complicado determinar quanto dessa diferença vem do arrasto aerodinâmico e quanto está relacionado ao funcionamento da unidade de potência. Na utilização da unidade de potência, a distribuição da energia ao longo da volta é muito sensível ao estilo de pilotagem, e tivemos uma boa evolução graças à colaboração com a HPP”, acrescentou.

Por fim, o chefe da McLaren afirmou que a equipe concentra seus esforços naquilo que está sob seu controle: “Não posso falar sobre diferenças na unidade de potência, porque partimos do princípio de que ela é a mesma. Pode haver diferenças de arrasto aerodinâmico, temos relações de marcha diferentes e talvez existam outros fatores. O que sabemos é que precisamos minimizar o arrasto do MCL40, e é nisso que estamos concentrados, mantendo uma colaboração muito próxima com a HPP”, concluiu o dirigente da McLaren.