A McLaren acredita em uma reação na disputa com a Red Bull Racing na temporada 2026 da Fórmula 1, apesar da perda de terreno no GP de Singapura. Andrea Stella, chefe da equipe britânica, avalia que a diferença de três décimos de segundo registrada naquela etapa, pode ser eliminada com uma única atualização no MCL40.
Essa preocupação aumentou após Max Verstappen conquistar sua segunda vitória consecutiva, enquanto Lando Norris terminou em quarto e Oscar Piastri, em quinto. Com o resultado, a Red Bull chegou a 332 pontos no campeonato de construtores, apenas sete atrás da McLaren, que soma 339 após 17 etapas realizadas.
O cenário também reforçou a possibilidade de a equipe de Woking perder a terceira posição no campeonato, depois de conquistar dois títulos consecutivos entre os construtores. Ainda assim, Stella afirmou que o desempenho em Singapura estava dentro do esperado e destacou que a temporada tem sido marcada por mudanças frequentes na competitividade das equipes.
“Estamos, na verdade, disputando posições com a Mercedes. Mesmo quando vencíamos corridas, conquistávamos a pole position por apenas alguns milésimos de segundo”, afirmou Stella à imprensa. O dirigente citou etapas como Madri e Hungria, para mostrar que a McLaren não manteve uma vantagem ampla ao longo do campeonato.

Stella também destacou que a posição na pista pode acentuar as qualidades de um carro. Segundo ele, quando um piloto lidera com pista livre, como Verstappen em Singapura, consegue administrar melhor os pneus, o que amplia algumas vantagens de desempenho.
O chefe da McLaren definiu essa alternância de forças como o ‘pingue-pongue’ da temporada, em referência ao efeito das atualizações introduzidas pelas equipes. Na avaliação dele, a Red Bull está aproveitando os avanços recentes, mas a diferença ainda é administrável.
“Três décimos de segundo é uma margem que você pode recuperar com uma atualização”, concluiu Stella, indicando por que a McLaren não considera o avanço da concorrente uma desvantagem definitiva.
