A polêmica decisão do diretor de corridas da FIA no encerramento do GP da Inglaterra de Fórmula 1, segue repercutindo. Guenther Steiner colocou em dúvida a explicação oficial para o fato de a prova ter terminado atrás do safety car, sugerindo que houve hesitação da direção de prova antes da bandeira quadriculada.
O ex-chefe da Haas acredita que a situação em Silverstone, pode ter sido resultado de uma interpretação tardia do regulamento. Segundo ele, a justificativa apresentada pela entidade, de que uma mensagem exibida aos competidores foi fruto de uma falha de software, levanta alguns questionamentos.
Na penúltima volta da corrida, os sistemas indicaram que o safety car retornaria aos boxes, o que abriria a possibilidade para uma última volta em ritmo de corrida. No entanto, a prova terminou neutralizada com o safety car até o final, e com Charles Leclerc vencendo à frente de George Russell e Lewis Hamilton.
Posteriormente, a FIA informou que a mensagem havia sido mostrada por engano devido a um problema de software. O episódio gerou insatisfação entre os torcedores presentes no circuito, que vaiaram o encerramento da corrida, especialmente pela impossibilidade de uma disputa final entre os pilotos.
Participando do podcast Red Flags, Steiner afirmou não estar convencido pela explicação apresentada: “Eu não sei sobre esse problema de software, se isso é real. Acho que disseram: ‘Vamos reiniciar a corrida’, e então alguém respondeu: ‘Vocês não podem fazer isso porque as regras dizem que não podem’,” afirmou.

O italiano foi além ao especular sobre o que pode ter acontecido nos bastidores: “Então disseram: ‘Vou sair dessa agora, parem tudo, não quero me constranger’,” continuou, indicando que a direção de prova pode ter recuado após perceber que o regulamento impedia a relargada.
Steiner também voltou a defender a presença de comissários permanentes na Fórmula 1 para auxiliar o diretor de prova em decisões complexas. Para ele, uma estrutura fixa ajudaria a evitar situações semelhantes e daria mais suporte durante momentos críticos dos finais de corrida.
Apesar das críticas, o ex-dirigente reconheceu que a direção de prova acabou seguindo o que está previsto no regulamento: “Obviamente, o diretor de prova fez o que está escrito no livro de regras”, concluiu Steiner, ao comentar um dos finais de corrida mais debatidos da atual temporada.
