Guenther Steiner defendeu mudanças na direção de prova da Fórmula 1 após o polêmico desfecho do GP da Inglaterra. O ex-chefe da Haas acredita que a FIA deveria contar com comissários permanentes e ampliar o uso de inteligência artificial para evitar situações semelhantes no futuro.
A corrida em Silverstone terminou atrás do safety car depois do abandono de Max Verstappen, que ficou preso na brita na volta 48. A transmissão chegou a indicar que o safety car entraria nos boxes, criando expectativa por uma volta final em bandeira verde. No entanto, a FIA confirmou posteriormente que a mensagem foi exibida por engano e que não havia tempo suficiente para concluir o procedimento de devolução de volta dos retardatários antes da relargada.
Falando no podcast The Red Flags, Steiner afirmou que o problema não foi dos comissários, mas defendeu uma estrutura permanente para auxiliar o diretor de prova. “Precisamos começar uma campanha por comissários em tempo integral que trabalhem em um plano. Não estou culpando os comissários, porque eles não têm nada a ver com isso, é responsabilidade do diretor de prova. Mas, se ele tivesse comissários permanentes, eles ajudariam a encontrar soluções para evitar que passássemos por algo como vimos novamente em Silverstone”, afirmou.
Steiner também questionou a explicação sobre a mensagem exibida na transmissão e sugeriu que a FIA utilize inteligência artificial para lidar com os inúmeros cenários possíveis no fim de uma corrida. “O maior problema da Fórmula 1 nos últimos 50 anos aconteceu há cinco anos e ainda não encontraram uma solução definitiva. Se houvesse pessoas trabalhando nisso em tempo integral, criando um programa ou usando inteligência artificial, seria possível encontrar respostas muito mais rapidamente”, disse.

Para o ex-dirigente, o essencial é que todos os cenários sejam previstos antes das corridas, sem necessidade de decisões improvisadas durante a prova. “As regras precisam estar definidas antes da corrida, não durante. É preciso simular um milhão de situações. Um ser humano não consegue fazer isso sozinho”, concluiu.
