F1: Steiner coloca futuro de Vowles na Williams em dúvida

Guenther Steiner questionou a continuidade de James Vowles no comando da Williams após a queda de desempenho da equipe na temporada 2026 da Fórmula 1. Para o ex-chefe da Haas, o time de Grove está regredindo e poderá promover mudanças caso o cenário não melhore no início do próximo ano.

A Williams encerrou 2025 em quinto lugar no Mundial de Construtores, temporada em que Carlos Sainz conquistou dois pódios em seu primeiro ano pela equipe. A expectativa era de um novo avanço com a mudança do regulamento, mas o time chegou à metade do campeonato atual apenas na nona posição.

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Depois de pontuar em quatro das seis primeiras etapas, a Williams não voltou a terminar entre os dez primeiros desde o GP de Barcelona. No GP da Hungria, Alexander Albon e Sainz cruzaram a linha de chegada em 17º e 18º, respectivamente. O cenário ficou ainda mais delicado após a Aston Martin apresentar um amplo pacote de atualizações e aparentemente superar a rival britânica.

Durante participação no podcast Red Flags, Steiner avaliou que Vowles precisa apresentar respostas em um prazo relativamente curto. Em tom sarcástico, o italiano disse que o dirigente ainda deveria receber tempo para “ler todos os e-mails” e encontrar soluções até o fim do ano.

Alexander Albon (THA) Williams F1 Team FW48.
Foto: XPB Images

“Por mais que eu ache que ele não esteja fazendo um bom trabalho, é preciso ao menos dar tempo para ele ler todos os e-mails. Ele os recebeu no começo do ano, sabe o que fazer, mas ainda não teve tempo de lê-los. Então, deixem que leia e encontre uma solução até o fim do ano”, afirmou.

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Questionado sobre um possível limite para a reação, Steiner apontou as primeiras cinco ou seis corridas de 2027. “Se continuar como está, haverá mudanças. Ele já terá tido tempo suficiente para ler os e-mails e melhorar as coisas. Se não conseguir, estará fora”, avaliou.

O ex-chefe da Haas também criticou as promessas feitas pela Williams antes da temporada. “Disseram no começo do ano: ‘Voltaremos, sabemos exatamente o que fazer’. Mas, neste momento, estão andando para trás, e não para frente. Todo o progresso está acontecendo na direção errada”, concluiu.