F1: Spa reacende debate sobre o problema do efeito “iô-iô” nas corridas

O GP da Bélgica de Fórmula 1 promete recolocar em evidência um dos temas mais debatidos da temporada 2026, o chamado efeito ‘iô-iô’ nas disputas na pista. O fenômeno, causado pela gestão de energia dos carros, voltou a preocupar pilotos e equipes antes da etapa em Spa-Francorchamps.

A expressão passou a ser usada para descrever situações em que um piloto realiza uma ultrapassagem, utilizando toda a energia disponível, apenas para perder a posição pouco depois ao ficar sem carga suficiente para se defender. Com as características do circuito belga, o cenário pode se repetir de forma ainda mais intensa neste próximo final de semana.

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Embora as primeiras corridas do ano tenham sido recebidas de forma positiva, o desgaste com o novo formato de disputas, aumentou ao longo do campeonato. Circuitos como Suzuka evidenciaram as limitações impostas pelos regulamentos de 2026, enquanto Mônaco e Áustria mascararam parcialmente o problema graças às particularidades de seus traçados.

Max Verstappen acredita que Spa será mais um teste difícil: “Eu amo Spa, mas será mais uma corrida dolorosa por causa da energia. É minha pista favorita do calendário e é sempre bom voltar. Acho que pode ser mais complicado com as limitações de gerenciamento de energia nas retas, mas historicamente fomos bem aqui, então nunca se sabe o que pode acontecer”, afirmou o tetracampeão.

Lando Norris (GBR) McLaren MCL39.
Foto: XPB Images

Oscar Piastri compartilha da mesma preocupação e apontou Spa e Monza como circuitos especialmente afetados pelas novas regras: “Nessas pistas, com tanta velocidade e tantas retas em que você não está com potência máxima, tudo fica caótico. Em Spa, quando você chega à metade do caminho até a curva 6, já acabou a bateria em uma volta normal”, explicou.

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Fernando Alonso ofereceu uma visão mais técnica sobre o desafio: “Você não consegue utilizar toda a energia em todas as retas. Se fizer isso entre as curvas 1 e 5 em Spa, acabou para o restante da volta. É preciso economizar em alguns trechos para ter energia disponível entre a curva 14 e a chicane final”, acrescentou o espanhol.

Gabriel Bortoleto adotou uma postura mais pragmática diante das reclamações: “Esses são os regulamentos que temos até 2030. Não podemos passar três anos falando do mesmo problema. Os carros continuam divertidos de pilotar, são apenas diferentes. Precisamos nos adaptar, isso faz parte”, encerrou o brasileiro da Audi.