Ralf Schumacher criticou a atitude de Lewis Hamilton, após o britânico demonstrar forte irritação com a Ferrari durante o GP da Holanda de Fórmula 1. Para o ex-piloto, Hamilton deveria ter controlado melhor as emoções, especialmente por sua experiência e importância no esporte.
Durante a corrida em Zandvoort, Hamilton usou o rádio para questionar decisões da equipe e reclamar do tempo perdido atrás de seu companheiro de equipe, Charles Leclerc. A insatisfação ganhou destaque após a prova, levando o heptacampeão a se desculpar publicamente no dia seguinte pela maneira como expressou sua frustração.
Schumacher abordou o episódio no podcast Backstage Boxengasse, e afirmou que consegue compreender a reação de Hamilton logo após uma corrida, quando as emoções ainda estão elevadas. No entanto, avaliou que o piloto da Ferrari deveria ter adotado uma postura diferente diante de sua idade, experiência e posição dentro da categoria.
“Eu consigo entender uma certa dose de frustração. Isso sempre existe como piloto, especialmente imediatamente após a corrida, quando as emoções ainda estão presentes, mas pela idade e pelo status dele, poderia ter lidado com isso de uma maneira um pouco diferente. Especialmente quando se trata de criticar a equipe publicamente”, afirmou Schumacher.

O alemão também considerou que a Ferrari merece atualmente mais paciência de Hamilton do que o contrário. Segundo Schumacher, a primeira temporada do britânico na equipe foi difícil e isso deveria ser levado em consideração antes de críticas públicas sobre as estratégias de corrida.
“Eu acho que isso se aplica particularmente a Lewis, considerando que no ano passado ele realmente não ajudou a equipe. Acho que a Ferrari ainda tem um pouco mais de crédito acumulado do que ele. Você pode lidar com isso de maneira diferente”, acrescentou.
Schumacher ainda mencionou que existe uma percepção entre alguns italianos, de que Hamilton poderia estar sendo colocado acima da própria Ferrari: “Há um ou dois rumores de que essa é a primeira vez que os italianos sentem que o piloto é mais importante do que a marca”, concluiu o alemão.
