Ralf Schumacher defendeu que a Aston Martin encerre a parceria com a Honda e volte a utilizar unidades de potência da Mercedes. Para o ex-piloto de Fórmula 1, a crise enfrentada pelo fabricante japonês se tornou um problema grave demais para a equipe ignorar.
Em participação no podcast Backstage Boxengasse, da Sky alemã, Schumacher classificou a situação da Honda como ‘um enorme constrangimento’ para uma corporação global. Ele também comparou o desempenho do programa japonês com o avanço da Red Bull Powertrains-Ford, que conseguiu desenvolver um motor competitivo em menos de cinco anos.
“Se eu estivesse em uma posição importante na Aston Martin, não perderia tempo e mudaria o motor”, afirmou Schumacher. Na avaliação dele, a Mercedes representa uma alternativa mais segura, enquanto o projeto da Audi ainda está em uma fase inicial de desenvolvimento.
Schumacher também defendeu que a Aston Martin tente utilizar o pacote completo da Mercedes, incluindo câmbio e eixo traseiro, além da unidade de potência. Segundo o ex-piloto, essa configuração reduziria as principais possibilidades de problemas no conjunto. A Aston Martin utilizou motores Mercedes entre 2009 e 2025, antes de iniciar a parceria com a Honda para o novo regulamento.

A pressão sobre a fabricante japonesa aumentou durante o final de semana do GP do Azerbaijão. Fernando Alonso e Lance Stroll receberam penalidades que os colocaram no fim do grid de largada, depois que a equipe ultrapassou o limite permitido de componentes da unidade de potência, acumulando cinquenta posições de penalidade entre os dois carros.
O motor recém-instalado no carro de Alonso apresentou um possível vazamento de óleo durante o TL2 em Baku, restringindo o espanhol a apenas nove voltas. A equipe soma três pontos, marcados pelo espanhol, na temporada 2026 e também enfrenta problemas de fortes vibrações no motor desde o início do ano.
Este cenário ainda envolve o futuro de Alonso, que não decidiu seus planos para 2027. Flavio Briatore, consultor-executivo da Alpine e empresário do bicampeão, afirmou ao Corriere della Sera: “Fernando nunca desiste, mesmo quando está enfrentando uma tragédia como este ano”. Enquanto isso, surgiram relatos de que Lawrence Stroll, proprietário da Aston Martin, iniciou conversas com a Mercedes sobre um possível retorno, mas uma eventual mudança só poderia acontecer a partir de 2028.
