Carlos Sainz classificou a temporada 2026 da Williams na Fórmula 1, como uma ‘tempestade perfeita’ de problemas. A equipe ocupa atualmente a nona posição entre os construtores, com apenas onze pontos marcados após doze etapas realizadas.
O desempenho representa uma queda significativa em relação ao mesmo período de 2025, quando a Williams tinha quarenta e oito pontos a mais e estava quatro posições acima na classificação. O FW48 enfrentou dificuldades de desempenho com Sainz e Alex Albon, enquanto a equipe também precisou lidar com problemas desde a preparação para o início do campeonato.
Já nos testes de pré-temporada, o carro chegou atrasado e não participou do shakedown em Barcelona. Depois, foi identificado que o FW48 estava acima do peso, levando a equipe a iniciar um programa para reduzir a massa e se aproximar do limite de 768 kg. As atualizações introduzidas até agora funcionaram conforme o esperado, mas não produziram o ganho de desempenho que a Williams esperava.
Uma grande atualização está prevista para ser implementada no Azerbaijão. Sainz, que recentemente renovou seu contrato com a equipe, explicou que sua confiança no projeto permanece, apesar dos resultados abaixo das expectativas.

“Eu acredito no projeto, e disse isso desde o começo. Isso foi um golpe enorme nas minhas expectativas, especialmente depois de como fomos bem no ano passado, e não ajudou o fato de aquilo ter superado minhas expectativas e provavelmente elevado minhas expectativas para este ano”, afirmou o espanhol.
Sainz destacou que a combinação dos problemas criou um cenário particularmente difícil para a Williams: “A realidade é que este ano acabou sendo uma tempestade perfeita de todos os problemas possíveis. Surgimos com um carro que está atrasado, acima do peso e sem carga aerodinâmica, que na Fórmula 1 é tudo o que você não quer alcançar em um carro”, acrescentou.
Apesar da situação, o piloto espanhol decidiu permanecer comprometido com o projeto: “Erramos nos princípios, e como equipe quero garantir que isso não aconteça novamente. Ao mesmo tempo, não vou sair, o piloto é uma parte fundamental para mostrar comprometimento com todos os trabalhadores, todas as 1.000 pessoas nos bastidores, e eu não queria deixar ninguém na mão e abandonar o projeto”, completou.
