Carlos Sainz quer levar à GPDA (Associação dos Pilotos) uma proposta de mudança nas regras da Fórmula 1 após o treino classificatório do GP da Áustria de 2026. O piloto da Williams sugere que qualquer competidor que provoque uma bandeira amarela ou vermelha durante o qualifying receba punição de três posições no grid.
A discussão surgiu após o acidente de Max Verstappen na penúltima curva em sua última volta no Q3. A direção de prova acionou apenas bandeiras amarelas simples, o que permitiu aos pilotos apenas reduzir a velocidade na região afetada. George Russell aproveitou a situação dentro das regras e conquistou a pole position.

Sainz reconhece que a atuação de Russell foi correta, mas considera que o cenário deveria ter sido tratado de forma mais severa pela direção de prova. “Eu tenho uma ideia bem pessoal sobre isso que ainda não foi discutida entre os membros da GPDA, e que possivelmente vou levar adiante, e aí podemos talvez discutir se deveria ser o caso ou não”, disse.
“Eu acho que deveria ter sido bandeira amarela dupla ou bandeira vermelha. A forma como o George lidou com isso foi perfeita para o que o regulamento permite, e ele mereceu a pole, mas não acho que deveria ser permitido completar uma volta nesse tipo de situação. Se o Max estivesse na pole e houvesse bandeira vermelha, isso seria injusto com os outros pilotos que ainda poderiam melhorar seus tempos.”
Como solução, Sainz defende uma punição automática para quem causar interrupções: “Qualquer um que provoque uma bandeira amarela ou vermelha no classificatório deveria receber três posições de penalidade. Isso desestimularia situações de risco.”
Ele destacou, porém, que o caso de Verstappen não teria sido intencional.”Esse não foi o caso do Max, acho que ele bateu por uma falha, mas precisamos de uma solução.”
