F1: Sainz quer carreira longa e demora para aposentadoria

Carlos Sainz deixou clara sua intenção de permanecer na Fórmula 1 pelo maior tempo possível, e admitiu não compreender pilotos que cogitam abandonar a categoria voluntariamente. A declaração contrasta diretamente com a postura de Max Verstappen, que já considerou a possibilidade de se aposentar, antes de ter renovado recentemente com a Red Bull Racing até o final de 2030.

Aos quase 32 anos, Sainz renovou seu contrato com a Williams por mais dois anos e vê exemplos como Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Nico Hulkenberg, como provas de que é possível competir em alto nível por bastante tempo. O espanhol também citou o próprio pai, Carlos Sainz, que aos 63 anos continua competitivo e venceu o Rally Dakar há dois anos.

Faça o F1Mania.net sua fonte preferida de notícias no Google e também no Google Discover.

Essa posição do piloto da Williams é diferente da adotada por Verstappen durante as recentes negociações com a Red Bull. O tetracampeão mundial chegou a afirmar que estava ‘mais perto de se aposentar do que de mudar de equipe’, embora tenha assinado um contrato que o mantém na Red Bull até o fim de 2030. Verstappen também já declarou que não pretende competir na F1 até os 40 anos, como fizeram Alonso e Hamilton.

Carlos Sainz (ESP) Williams F1 Team FW48.
Foto: XPB Images

Sainz, por outro lado, acredita que cuidados físicos e motivação podem prolongar bastante uma carreira na principal categoria do automobilismo: “Se você cuidar da sua condição física e mantiver uma forte motivação, pode estender sua carreira por muito tempo”, afirmou o espanhol à Autosport, acrescentando que é necessário estar bem mentalmente para lidar também com viagens, compromissos de marketing e mídia.

Quando questionado sobre seu próprio futuro, Sainz foi direto sobre sua vontade de continuar: “Neste momento, sim. Acho que vou ficar na Fórmula 1 pelo máximo de tempo que puder. Não entendo as pessoas que dizem ‘não’,” acrescentou.

Siga o F1Mania.net e receba as últimas notícias da Fórmula 1 pelo WhatsApp.

“Eu gosto de jogar golfe, andar de bicicleta, jogar padel e me desafiar com atividades empresariais, mas mesmo juntando tudo isso, ainda não me dão a mesma satisfação que estar onde estou hoje”, continuou Sainz. O piloto reconheceu que as 24 corridas e os compromissos adicionais representam uma carga considerável: “Quando vou dormir à noite, lembro a mim mesmo que não trocaria tudo isso por nada no mundo”, finalizou o espanhol.