A Ferrari foi amplamente criticada em 2022 por não ter aproveitado um excelente início de temporada, que viu Charles Leclerc vencer duas das três primeiras corridas.
Depois da equipe cometer vários erros de estratégia ao longo do ano, ocorrerem alguns erros dos pilotos, além de alguns problemas de confiabilidade, o chefe da equipe, Mattia Binotto passou a ficar sob intensa pressão.
A especulação sobre a saída de Binotto do cargo de chefe da equipe, se intensificou a tal ponto, que agora parecer apenas uma questão de tempo até que seja confirmada.
Questionado pela Sky F1 sobre o que ele quer ver acontecer e se a estabilidade no topo é necessária, o piloto da Ferrari, Carlos Sainz respondeu: “Não vou entrar em detalhes sobre o que eu prefiro. Só sei que Roma não foi construída em um dia, e você precisa levar em conta de onde viemos.”
“Você viu o progresso que fizemos como equipe nessas duas últimas temporadas? É enorme e a equipe está trabalhando bem”, disse Sainz.
“Somos muito críticos a portas fechadas, provavelmente em relação ao público estamos protegendo cada indivíduo da equipe e estamos tendo essa famosa cultura sem culpa, onde obviamente queremos proteger todos e estamos, eu acho, fazendo um ótimo trabalho nisso.”
“Mas é verdade que cometemos muitos erros este ano e que queremos ser uma equipe melhor, mas isso não vem de um ano para o outro e temos de continuar a evoluir. Acho que na segunda metade da temporada fomos um pouco melhores em tudo, apenas não desenvolvemos o carro o suficiente”, acrescentou o espanhol.
Do ponto de vista pessoal, Sainz sabe que pode dar mais para a equipe. Ele teve seis abandonos em 2022 e apenas dois deles, no Azerbaijão e na Áustria, foram por quebra do carro. Os outros quatro foram devidos a acidentes, causados por ele mesmo ou por influência externa.
Na Austrália e no Japão, Sainz foi inteiramente culpado, enquanto em Ímola e Austin, ele foi vítima de Daniel Ricciardo e George Russell, respectivamente, pois foram ele os culpados.
Mas ele admitiu francamente que demorou um pouco para se sentir totalmente confortável com o novo F1-75.
“Não estou totalmente feliz com a minha temporada”, disse o piloto de 28 anos. “Não vou mentir, a primeira parte da temporada foi muito difícil para mim, muito difícil em comparação com o que eu esperava”, disse ele.
“Sempre estive no ritmo quase imediatamente com todos os carros que pilotei, e essa foi a primeira vez na minha carreira, que fiquei dois ou três décimos abaixo do ritmo, e tive que realmente abaixar a cabeça e tentar descobrir onde estavam esses dois ou três décimos.”
“Charles (Leclerc) estava pilotando muito bem na primeira parte da temporada, e isso expôs um pouco mais minhas limitações, mas eu me recuperei no final.”
“Entrei no ritmo, cheguei a um bom nível com este carro, que agora é a linha de base para o que eu posso fazer no próximo ano desde o início”, finalizou Sainz.
Spotify
Google Play Music
Deezer
iTunes
Amazon
