Carlos Sainz ainda mantém os olhos voltados para as principais equipes da Fórmula 1, enquanto avalia seu futuro para 2027. Uma eventual saída de Max Verstappen da Red Bull Racing poderia abrir a porta mais desejada pelo espanhol.
Sainz já viveu situação semelhante em 2024, quando deixou a Ferrari e aguardou uma oportunidade em Mercedes ou Red Bull, mas acabou escolhendo a Williams. Agora, a tendência é que o piloto volte a esperar pela definição de Verstappen, embora a Red Bull espere manter o holandês e Isack Hadjar em 2027.
O espanhol é um piloto forte e consistente, mas não uma estrela absoluta. Os números apresentados por ele, mostram equilíbrio em seus confrontos contra companheiros de equipe ao longo da carreira, com 112 posições de largada melhores contra 127 piores em sessões de classificação, e 118 finalizações à frente dos companheiros contra 123 menos favoráveis em corridas. Por isso, uma função de segundo piloto em uma equipe de ponta ou de líder em uma equipe do pelotão intermediário, é apontada como o cenário mais adequado para Sainz.

Caso a vaga de Verstappen não apareça, a Aston Martin surge como uma alternativa especialmente atraente. A equipe conta com Adrian Newey, estrutura, recursos financeiros e uma parceria de fábrica com a Honda, além de ter mostrado evolução com sua atualização mais recente. Se Fernando Alonso decidir encerrar a carreira no final de 2026, Sainz poderia assumir seu lugar e formar dupla com Lance Stroll.
Outras possibilidades parecem menos vantajosas. A Audi pretende continuar com Nico Hülkenberg e Gabriel Bortoleto, enquanto a Haas não representaria um avanço em relação à Williams, e a Alpine, embora tenha ambições maiores, não está muito à frente da equipe de Grove. Permanecer na Williams também continua sendo possível, especialmente se a atualização prevista para Baku representar um grande passo à frente, mas Sainz já demonstrou frustração com o progresso de sua equipe e interesse no avanço da Aston Martin.
